Brasil

Alexandre Pires é alvo de operação da Polícia Federal

PF mira a atuação de uma organização criminosa envolvida em lavagem de capitais, falsidade ideológica e outros delitos de caráter transnacional.

Por Victória Santos

23 de setembro de 2026 às 14:19 ▪ Atualizado em 23/09 às 14:55

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  • Alexandre Pires é alvo da segunda fase da Operação Disco de Ouro, conduzida pela Polícia Federal.
  • A operação investiga uma organização criminosa suspeita de lavagem de dinheiro e envolvimento em garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami.
  • Foram emitidos 12 mandados de busca e apreensão e 17 ordens de sequestro de bens.
  • Investigações revelam movimentação de US$ 48 milhões através de empresas e contas de terceiros, dificultando o rastreamento.
  • A ação é um desdobramento da primeira fase realizada em dezembro de 2023.
  • A PF apura irregularidades na comercialização e exportação de minério e uso de documentações falsas.
  • Alexandre Pires afirma que sua relação com o empresário investigado, Matheus Possebon, se limitava à venda de shows.
  • Na primeira fase, foi rastreada uma transferência de R$ 1 milhão ligada ao cantor.
  • A inclusão de Alexandre Pires na operação não implica necessariamente em responsabilidades criminais definitivas.

O cantor Alexandre Pires é um dos alvos da segunda fase da Operação Disco de Ouro, deflagrada pela Polícia Federal nesta quarta-feira (23). A operação investiga uma organização criminosa suspeita de envolvimento em lavagem de capitais, falsidade ideológica e outros crimes de caráter transnacional.

 Foto: ReproduçãoFoto: Reprodução  

Segundo a Polícia Federal, o grupo investigado também estaria ligado ao financiamento e à logística do garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami. Nesta quarta-feira, são cumpridos 12 mandados de busca e apreensão e 17 ordens judiciais de sequestro de bens e valores, expedidos pela Justiça Federal.

As investigações apontam para a movimentação e ocultação de mais de US$ 48 milhões por meio de empresas brasileiras e estrangeiras, operações financeiras internacionais, contas de terceiros e mecanismos informais de compensação financeira. De acordo com a PF, a estrutura teria utilizado pessoas físicas e jurídicas para pulverizar os recursos e dificultar o rastreamento do dinheiro.

A ação desta quarta-feira é um desdobramento da primeira fase da Operação Disco de Ouro, realizada em dezembro de 2023. Na ocasião, Alexandre Pires foi alvo de busca e apreensão durante um cruzeiro no litoral de Santos, em São Paulo, onde realizava shows.

Nesta segunda fase, a Polícia Federal apura possíveis ilícitos relacionados à cadeia de comercialização e exportação de minério, além do uso de documentação ideologicamente falsa para conferir aparência de regularidade às operações.

Os investigados poderão responder, conforme a participação individual atribuída a cada um, por crimes como lavagem de capitais, organização criminosa, falsidade ideológica, operação irregular de instituição financeira e outros delitos que eventualmente sejam identificados no decorrer das investigações.

As medidas cumpridas nesta quarta-feira têm como objetivos, segundo a PF, reunir novas provas, interromper as atividades investigadas e recuperar ativos que possam estar relacionados aos crimes apurados.

Posicionamento de Alexandre Pires

A defesa do cantor Alexandre Pires afirmou que a relação profissional mantida com o empresário Matheus Possebon se restringia à intermediação da venda de shows do artista.

Segundo os advogados, não houve qualquer outra relação jurídica ou comercial entre Alexandre Pires e Possebon além daquela diretamente relacionada à atividade artística do cantor.

O que a PF investigava em 2023

Na primeira fase da operação, a Polícia Federal investigava um suposto esquema de financiamento e logística do garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami.

Durante as apurações, os investigadores rastrearam movimentações financeiras de uma mineradora e identificaram uma transferência de pelo menos R$ 1 milhão para uma conta ligada ao cantor.

De acordo com a PF, a rede investigada também envolveria pilotos de aeronaves, postos de combustíveis e lojas de máquinas.

A inclusão de Alexandre Pires entre os alvos da operação significa que ele é objeto de investigação. Eventuais responsabilidades criminais ainda dependem da apuração dos fatos e das decisões das autoridades competentes.




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