Tony Trindade

Os pífios também serão lembrados

Gestor que não adota medida para salvar vidas porque teme reações ou medo de perder eleição é gestor fraco.

A pandemia vai passar. Pode até demorar, mas um dia estaremos livres dela. Quando tudo passar, vamos olhar para trás e ter muita história para contar. 

Os sensatos com certeza vão tirar lições importantes desse momento trágico da história mundial. Além disso, também lembraremos dos omissos, dos negacionistas e dos falastrões no enfrentamento da pandemia. 

No caso dos brasileiros, muita gente diz que temos a memória curta, porém, será importante não esquecer de quem sabotou o combate à Covid, de gestores públicos que foram omissos quando deveriam agir e daqueles que foram covardes, sem coragem de adotar medidas duras temendo protestos ou prejuízos políticos. 

Gestor que não adota medida para salvar vidas porque teme reações ou medo de perder eleição é gestor fraco, tacanho e sem nenhum pingo de nobreza no trato da coisa pública. 

Governante sério não fica de conversinha mole ou jogando para a plateia. Nessa crise da pandemia temos visto quem tem (ou teve) coragem de colocar o capital político em risco para priorizar vidas. 

Quem teme protesto, manifestação ou a atuação de milicianos de rede social não deveria sequer se candidatar a um cargo público. Além disso, quem não aceita cobranças da sociedade e/ou críticas da imprensa também deveria cair fora da vida pública. Gestão é para quem tem competência e coragem de fazer as coisas, sem ficar apontando o tempo inteiro para os outros ou jogando para a plateia. 

Nesse tempo de pandemia, mais do que nunca, gestor público tem que ter pulso firme e coragem para trabalhar da forma correta. Omissos, negacionistas e políticos falastrões devem ser lembrados pela atuação pífia na histórica crise do coronavírus.

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