Polícia

Justiça decreta prisão preventiva de mulher suspeita de matar ex com golpe de faca em Teresina

Rogério Machado Rufino Júnior morreu após ser atingido por uma facada no tórax dentro do clube do Sintufpi.

Por Isabella Monteiro

08 de setembro de 2026 às 20:26 ▪ Atualizado em 08/09 às 20:31

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  • Justiça do Piauí decreta prisão preventiva de Sara Raielly Alves de Sousa pelo homicídio de Rogério Machado Rufino Júnior em Teresina.
  • O crime ocorreu no domingo, 6 de novembro, no clube do Sintufpi, em meio a uma discussão que culminou em esfaqueamento.
  • Rogério morreu durante atendimento no SAMU, e a faca usada foi apreendida.
  • Sara admitiu o crime e mencionou ter obtido a arma no local.
  • Há um histórico de conflitos e tentativas anteriores de homicídio entre o casal.
  • A prisão preventiva foi decidida devido à gravidade do caso e risco de novos conflitos.
  • Pedidos da defesa por prisão domiciliar e separação em cela foram negados pelo juiz.

A Justiça do Piauí decretou a prisão preventiva de Sara Raielly Alves de Sousa, suspeita de matar o ex-companheiro Rogério Machado Rufino Júnior com um golpe de faca, em Teresina. A decisão foi proferida pelo juiz Washington Luiz Gonçalves Correia, da Vara Núcleo de Plantão de Teresina, após a análise do Auto de Prisão em Flagrante.

 Justiça decreta prisão preventiva de mulher suspeita de matar ex-companheiro com golpe de faca - Foto: ReproduçãoJustiça decreta prisão preventiva de mulher suspeita de matar ex-companheiro com golpe de faca - Foto: Reprodução 

O crime aconteceu na tarde de domingo (6), no clube do Sindicato dos Trabalhadores da Universidade Federal do Piauí (Sintufpi), onde Rogério estava com amigos. Segundo a investigação, Sara foi até o local e iniciou uma discussão com a vítima. Os dois teriam seguido para a área dos banheiros e, conforme o relato apresentado à Justiça, a mulher teria retornado posteriormente com uma faca e atingido Rogério na região do tórax.

A vítima não resistiu ao ferimento e morreu dentro de uma ambulância do SAMU. A faca utilizada no crime foi apreendida. Durante o interrogatório, Sara teria admitido que golpeou Rogério e afirmou que pegou a arma no próprio local.

Conflitos

O caso também envolve um histórico de conflitos entre os dois. Conforme informações do delegado Baretta, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), a mulher já teria tentado matar a vítima outras vezes.

Na decisão, o juiz apontou a existência de elementos que indicam a materialidade do homicídio e indícios suficientes de autoria. O magistrado também considerou a gravidade concreta do caso, o uso de uma faca e o histórico de conflitos entre os envolvidos para determinar a prisão preventiva.

A defesa de Sara solicitou a substituição da prisão por domiciliar, alegando que ela possui filhos menores de idade. O pedido foi negado pelo juiz, que entendeu que a condição de mãe, neste momento, não seria suficiente para afastar a necessidade da prisão.

A defesa também pediu que a suspeita permanecesse em uma sala separada, sob a alegação de que ela estaria recebendo ameaças de integrantes de organizações criminosas. O pedido foi indeferido porque, segundo o magistrado, não foram apresentados elementos concretos que comprovassem uma situação excepcional de risco.




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