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Polícia

Após seis homicídios em três dias, cúpula da Segurança Pública se reúne para definir ações em Teresina

Autoridades discutiram a agilidade das investigações, a expedição de medidas cautelares e novas operações contra suspeitos de envolvimento nos crimes.

Por Tiago Moura

13 de outubro de 2026 às 14:41 ▪ Atualizado em 13/10 às 15:07

Ver resumo
  • A cúpula da Segurança Pública do Piauí reuniu-se para discutir seis homicídios recentes em Teresina.
  • Participaram representantes das polícias Militar e Civil e setores de combate ao crime organizado.
  • Estratégias foram discutidas para acelerar a elucidação dos crimes e intensificar a integração das forças de segurança.
  • O delegado-geral Luccy Keiko destacou a necessidade de atenção e intensificação no contato com o Poder Judiciário.
  • Mudanças legislativas têm atrasado a análise de pedidos cautelares relacionados a homicídios.
  • Ações de combate a facções criminosas resultaram em uma prisão e apreensões.
  • Novas operações estão planejadas para prender suspeitos dos homicídios recentes.
  • A Polícia Militar vai reforçar o policiamento ostensivo e o enfrentamento do tráfico de drogas e armas.
  • As investigações seguem para esclarecer os casos e identificar os responsáveis.

A cúpula da Segurança Pública do Piauí se reuniu na manhã desta terça-feira (13), na sede do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em Teresina, para discutir a sequência de assassinatos registrados na capital. Entre sábado (10) e a madrugada desta terça-feira, foram contabilizados seis homicídios, incluindo um duplo homicídio.

 Delegado Geral da Polícia Civil, Luccy Keiko - Foto: Heitor Carvalho/ Lupa1Delegado Geral da Polícia Civil, Luccy Keiko - Foto: Lupa1   

O encontro reuniu representantes das polícias Militar e Civil e de setores especializados de investigação e combate ao crime organizado. Entre os participantes estavam o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Scheiwann Lopes; o delegado-geral da Polícia Civil, Luccy Keiko; o superintendente de Operações Integradas, delegado Matheus Zanatta; e o coordenador do DHPP, delegado Francisco Costa, conhecido como Barêtta.

Durante a reunião, as autoridades discutiram estratégias para acelerar a elucidação dos crimes, mapear as áreas com registros recentes de violência e intensificar a atuação integrada das forças de segurança.

Investigações e medidas cautelares

O delegado-geral Luccy Keiko afirmou que as reuniões entre as instituições são frequentes, mas reconheceu que o número de homicídios registrado nos últimos dias exige atenção. Segundo ele, foram estabelecidas metas para agilizar as investigações e intensificado o contato com o Poder Judiciário para acelerar a análise de medidas cautelares.

“Lógico que no final de semana houve um número maior de homicídios. Durante o ano, ainda estamos com saldo melhor que o do ano passado, mas sempre tem que ligar um alerta”, declarou.

Keiko também informou que teria uma nova reunião com o secretário de Segurança Pública ainda nesta terça-feira para tratar das medidas em andamento.

O delegado atribuiu parte da demora na análise de pedidos cautelares relacionados a homicídios e organizações criminosas a mudanças legislativas que retiraram essas solicitações da competência da Central de Inquéritos de Teresina. Segundo ele, os pedidos passaram a ser analisados pelas varas responsáveis pelos respectivos processos.

Para tentar reduzir os atrasos, Keiko afirmou que tem buscado apoio da Corregedoria e da Presidência do Tribunal de Justiça do Piauí.

Operações contra facções criminosas

O delegado-geral também destacou as ações de monitoramento e combate às facções criminosas. Segundo ele, após a circulação de mensagens em grupos de WhatsApp sobre possíveis conflitos entre organizações criminosas, as forças de segurança realizaram diligências em locais considerados suspeitos.

De acordo com Keiko, as ações resultaram na prisão de uma pessoa e na apreensão de uma arma de fogo e drogas. Ele afirmou que as equipes atuaram preventivamente diante das informações recebidas.

O superintendente de Operações Integradas, delegado Matheus Zanatta, informou que novas operações estão previstas para identificar e prender suspeitos de participação nos homicídios recentes.

“Estamos trocando informações com as nossas inteligências para deflagrar novas operações com o intuito de prender os autores desses homicídios”, afirmou.

Polícia Militar deve reforçar policiamento

O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Scheiwann Lopes, afirmou que o policiamento ostensivo preventivo será reforçado. Ele destacou que o trabalho das forças de segurança também envolve o enfrentamento de crimes associados à violência letal, como tráfico de drogas, atuação de facções criminosas e tráfico de armas.

Segundo o comandante, a integração entre as instituições busca prevenir novos crimes e permitir uma resposta rápida quando as ocorrências forem registradas.

As investigações sobre os homicídios continuam sob responsabilidade dos órgãos competentes, que trabalham para esclarecer as circunstâncias dos casos e identificar os responsáveis.




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