Lupa 1
Tony Trindade

Milícias digitais em ação após resultado das eleições municipais

Filho de Dr Pessoa fala que está sendo vítima de ataques na internet.

O advogado João Pessoa, também conhecido como “Pessoinha”, filho do prefeito eleito de Teresina, Dr. Pessoa, pelo visto, já foi a primeira vítima da nova formatação das milícias digitais que operam no Piaui, pós-eleição. O advogado postou em suas redes sociais um manifesto de insatisfação e mágoa com os que rodeiam de perto o seu pai. 

Advogado João Pessoa / Foto: Divulgação

Pessoinha diz lá : “Indo trabalhar no meu querido Maranhão. Nunca imaginei que ser filho de prefeito causasse tanta confusão interna. Aff! Vão procurar o que fazer” . Nos últimos dias a milícia digital que opera no submundo das redes sociais, notadamente em grupos duvidosos de WhatsApp, voltou suas baterias para desconstruir a relação de Pessoinha com os políticos que estão mais próximos de Dr. Pessoa.

O foco maior ficou em Robert Rios, que, segundo a milícia, teria “pedido a cabeça” de Pessoinha, impedindo-o de exercer qualquer influência sobre formação do secretariado e decisões mais expressivas no campo administrativo. A milícia, comandada por “ jornalistas” que já foram expulsos de meios de comunicação oficiais e também por “lideranças” comunitárias, conseguiu atingir o objetivo inicial, que era implodir a relação de Pessoinha com o núcleo duro de Dr. Pessoa.

A pergunta que fica é: quem financia esses milicianos? Por qual razão o faz? Porque eles atuam tão livremente, sem sofrer qualquer investigação e consequente punição pela prática de atos sabidamente criminosos?

As redes sociais têm servido como ferramenta de ataques a honra alheia, rede de intrigas, fonte de teorias da conspiração e fomentador de todo tipo de discórdia que, por fim, trazem consequências ainda mais graves na vida real.

Algo precisa ser feito. Os gabinetes do ódio estão espalhados mundo afora. Têm uma capacidade destruidora inimaginável. Quem vai botar freio nisso? E como?

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