"Mudanças pontuais" de Rafael Fonteles: reforma acontece por etapas
Secretário de Governo, Marcelo Nolleto, deve assumir a Comunicação, e o Secretário do Meio Ambiente, Daniel Oliveira, o Turismo.
O governador Rafael Fonteles (PT) vai começar a executar as “mudanças pontuais” que confirmou diversas vezes ter a intenção de fazer durante as entrevistas. O termo é uma estratégia discursiva usada para se desvencilhar da expressão “reforma do secretariado”, rumor que circulava nos bastidores antes das recentes férias do gestor.
Rafael costuma ter respostas padronizadas para determinados tipos de perguntas, como o famigerado "não estou sabendo", quando se trata de um assunto mais espinhoso.
As mudanças do governador são, na verdade, a dita reforma que ocorre por etapas. A necessidade da reforma é muito simples de entender: acomodação de aliados. Em Teresina, o governo montou um robustíssimo grupo em apoio ao candidato Fábio Novo (PT) e, após a derrota nas eleições, surgiram as pressões por “abrigos políticos”.
O que deve mudar?
Dentre as principais mudanças estão a esperada saída de Mussolini Guedes da Coordenadoria de Comunicação Social, dando espaço ao secretário de Governo Marcelo Nolleto, e a migração de Daniel Oliveira da Secretaria do Meio Ambiente para o Turismo. Além da já concluída dança das cadeiras entre a Coordenadoria de Enfrentamento às Drogas e Fomento ao Lazer (Cendfol) e a Assembleia Legislativa. Simone Pereira (PSD) se licenciou do mandato e foi para a pasta, enquanto Tiago Vasconcelos, até então gestor da Cendfol, assumiu na Alepi.

O suplente de vereador Júnior Macêdo (PDT) assumiu recentemente o Instituto de Metrologia do Piauí (IMEPI) e o vereador Gustavo de Carvalho (PT) a Coordenadoria de Territórios do Piauí.

Mudanças também são esperadas no comando da Rádio e TV Antares, atualmente sob indicação do ex-vereador Cícero Magalhães, e também na Secretaria de Assistência Social (SASC), comandada pela histórica petista Regina Sousa (PT), onde deve ocorrer um “desmembramento”.
Novas bocas para alimentar
Durante e após as eleições municipais, o governo adquiriu ainda três novos aliados da oposição para acomodar: Bárbara do Firmino, Thales Coelho e Marden Menezes. Com as indicações do Meio Ambiente e de Governo em aberto, resta saber se os neófitos sentarão à mesa da negociação ou se serão preteridos pelos que já eram do grupo.
O fato é que a reforma do secretariado acontece muito mais em decorrência da frenética antecipação política para 2026 do que por ajuste de eficiência do governo.
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