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Organização internacional faz alerta para interferência externa nas eleições do Brasil

Relatório da organização aponta atuação política internacional e disseminação de desinformação durante o processo eleitoral brasileiro

Por Isabel Fonseca

07 de outubro de 2026 às 11:19 ▪ Atualizado em 07/10 às 11:37

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  • A Missão de Observação Eleitoral da OEA observou interferência política internacional e disseminação de desinformação nas eleições brasileiras.
  • O relatório destacou insultos de atores internacionais contra uma das candidaturas, sem especificar quem ou qual candidatura.
  • Grande circulação de informações falsas foi registrada antes do primeiro turno, com foco em desinformação sobre o sistema eleitoral.
  • Partidos e instituições tomaram medidas contra a desinformação, conforme o relatório.
  • O presidente do TSE declarou não haver indícios de interferência estrangeira.
  • Preocupações sobre influências internacionais foram ressaltadas por representantes políticos e civis.
  • A OEA apelou por responsabilidade e respeito no segundo turno, marcado para 25 de outubro.
  • A votação do primeiro turno foi descrita como pacífica e cívica.
  • A missão foi liderada por José Miguel Insulza e incluiu 91 observadores de 23 nacionalidades.

A Missão de Observação Eleitoral da Organização dos Estados Americanos (OEA) apontou a ocorrência de interferência política internacional e a disseminação de desinformação durante o processo eleitoral brasileiro. As observações constam em relatório divulgado nesta terça-feira (6).

 Organização dos Estados Americanosm - ReproduçãoOrganização dos Estados Americanos - Foto: Reprodução   

Segundo o documento, manifestações de atores internacionais sobre a eleição chegaram ao ponto de incluir insultos direcionados a uma das candidaturas. A OEA, porém, não informou quem teria feito as declarações nem qual candidatura teria sido alvo.

A missão também registrou que as semanas anteriores ao primeiro turno foram marcadas pela circulação em larga escala de informações falsas. O relatório considera especialmente preocupante a divulgação de conteúdos enganosos sobre as eleições e de ataques sem fundamento contra o sistema eleitoral.

Apesar dos registros, o documento destaca que partidos e instituições adotaram medidas para tentar conter a desinformação.

A OEA também citou uma declaração do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, que afirmou, após o primeiro turno, não terem sido identificados elementos que apontassem para interferência estrangeira no processo eleitoral brasileiro.

O relatório ainda menciona preocupações manifestadas por representantes políticos e da sociedade civil sobre declarações e iniciativas de atores internacionais que poderiam ter influência sobre a campanha.

OEA pede responsabilidade no segundo turno

A missão classificou a votação do primeiro turno, realizada no domingo (4), como uma jornada cívica e pacífica e fez um apelo para que candidatos, partidos e apoiadores mantenham um ambiente de respeito durante o segundo turno.

A organização pediu que atores brasileiros e estrangeiros atuem com responsabilidade, respeitando as instituições do país e a vontade dos eleitores. A recomendação é que a disputa seja concentrada em propostas e no debate de ideias.

Liderada pelo ex-secretário-geral da OEA e ex-ministro das Relações Exteriores do Chile José Miguel Insulza, a missão contou com 91 observadores de 23 nacionalidades. O grupo realizou mais de cem reuniões com autoridades, candidatos, partidos e representantes da sociedade civil.

A missão deverá retornar ao Brasil para acompanhar o segundo turno, marcado para 25 de outubro.




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