Primeiro te dão armas, depois te matam!
O mundo continua o cemitério de sempre, mas com uma diferença. Virou um cemitério de cadáveres musculosos.
Por Norton Lima Jr. -Jornalista
PRÓLOGO
O mundo continua o cemitério de sempre, mas com uma diferença. Virou um cemitério de cadáveres musculosos.
— O que tentamos ser, não se parece conosco; nossos corpos viram ossos; e nossas almas, assombrações, provoca o poeta polaco-curitibano Thadeu Wojciechowski.
Os tempos são mesmo de assombrar e uma pergunta continua no ar ainda sem resposta: a 3ª Guerra Mundial vai acontecer?
Eis a questão.
O momento já deveria ser de paz, mas ainda está nervosamente indefinido, porque quem tem bala não a quer (US and RUS); mas quem bala não tem, a quer (UE).
Trump e Putin se comunicam a todo vapor o tempo todo, mas é claro que detalhes desse entendimento avançado não são divulgados, dada a quantidade dos que querem atrapalhar as negociações.
Os líderes europeus tomaram chá de cogumelo nuclear.
— A Ucrânia é um país soberano. Se pedir a presença de tropas em seu território, não cabe à Rússia decidir se concorda ou não — diz Macron, em surto Machon.
— A Europa como um todo é realmente capaz de vencer qualquer confronto militar, financeiro e econômico com a Rússia. Somos simplesmente mais fortes — diz Donald Tusk, primeiro-ministro polonês, em surto Mulher Maravilha.
— Conversações de paz ocorrerão quando a Europa decidir que é o momento certo. No futuro, a Ucrânia se tornará membro da UE — diz Antônio Costa, conselheiro europeu, ex-primeiro-ministro de Portugal, que renunciou denunciado por corrupção.
— Putin declarou guerra a toda a Europa — diz Friedrich Merz, novo chanceler alemão, neto de nazista autorizado a gastar 1 trilhão em armamento.
Não sabem do perigo de brincar de roleta russa à beira do abismo? Será que germânicos, franceses e britânicos estão com saudades da poeira das ruínas e da pólvora das bombas?
Sim, a economia europeia é mais forte que a russa, mas estamos falando de bala, muita bala, meu filho.
A desunião europeia virou uma imensa ameba sem competitividade na corrida aeroespacial.
Os euros até tentaram competir. Desviaram bilhões da OTAN para os nazistas na Ucrânia e, mesmo assim, o batalhão Azov terminou no subterrâneo da siderúrgica AzovStell — explodidos feito sapos-bolas, como nas brincadeiras de crianças no interior do Nordeste.
— A União Europeia é o doente do nosso tempo. E um doente não pode dar à lições de Democracia e Direito — diz Mehmet Ucum, conselheiro turco.
— O que eles estão tentando alcançar? A política britânica de fornecer armas e dinheiro à Kiev levará a destruição completa da Ucrânia — diz Andrei Kelin, embaixador russo em Londres.
— Micron (Macron) tenha cuidado com seu arsenal nuclear. Quem tenta comprar uma escada para o céu, acaba muitas vezes na estrada para o inferno — diz Dmitri Medvedev, conselheiro de segurança russo.
A retórica beligerante angustia e as coincidências angustiam muito mais.
As guerras sempre começam pela Eu-ropa, mas estamos com sorte: 1º) hoje, nenhum europestilento tem como puxar o gatilho; 2º) e a qualquer momento Trump e Putin anunciam o casamento gay do século.#1
DUCHA GELADA NA GUERRA FRIA
Estamos a dois passos da anunciada era de aquário. É como um gol bonito ver Putin e Trump construindo pontes para o céu de brigadeiro, depois de seguidos pesadelos — Bush, Clinton, Obama, Biden.
Dá até medo. Esmola grande tem maribondo no pé e todo cego desconfia de laranja madura na beira da estrada. Como dizem no austríaco Iguatu cearense, quando Deus dá a farinha, o diabo corta o saco.
A estabilidade geopolítica global está na agenda de todos países. Todo o mundo pede paz sustentável na Ucrânia à luz de garantir a segurança no mundo.
Mas enquanto Putin e Trump falam em desarmamento, a UE fala em armar-se até os dentes.
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Não fosse os líderes europeus o conflito na Ucrânia já teria terminado há muito tempo.
Portanto, quem é o vilão? Quem fere ou quem interfere?
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Parece que Trump queria a palavra de Putin para impor a paz. Todos lembram do fracaso de acordos de cessar-fogo por falta de mecanismos de imposição da paz. Há levaram congelamentos que ampliam conflitos.
Está escrito na testa da OTAN que um cessar-fogo servirá para reabastecer a Ucrânia de recursos e razões. Só a capitulação interessa.
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A Ucrânia está à reboque. Putin está certo. Qual garantia um Zelensky oferece? O líder-liderado não controla mais nada, capacidade zero de negociação.
Putin pediu a Ucrânia para interromper a mobilização forçada e a OTAN pediu para não armar a Ucrânia.
Clama por atenção (desde fevereiro de 2022) os crimes de guerra contra a população civil de ucranazis e seus nazimercenarios.
— Sob a liderança do presidente Putin e do presidente Trump, o mundo se tornou um lugar muito mais seguro hoje! Histórico! Épico! — disse Kirill Dmitriev, CEO de um fundo russo.
Quem ainda não aceitou a grandiosidade da Rússia e dos Estados Unidos vai sofrer muito daqui pra frente. A melhoria das relações bilaterais entre os dois países reserva enormes surpresas.
* Putin topou acordar sobre a segurança da navegação no Mar Negro. Negociações serão abertas para detalhar o acordo.
* Os chefes de estado discutiram o Irã e se opuseram às ameaças de Teerã de destruir Israel. Não vai ter tempo bom pro terrorismo. Nem para traficantes de armas e drogas.
* Depois de Kursk; depois de 300 drones voando em Moscou; hoje (18/03) pela manhã, mesmo dia da conversa telefônica entre Putin e Trump, a Ucrânia invadiu outra região russa, Belgorod — cinco ataques, 200 mercenarios em 29 veículos de combate usados na frustada provocação desesperada. Queriam melar as negociações, terminaram ensanguentados. 60 morreram. Os últimos meses cerca de 2.000 cadáveres por semana empaparam o chão da Ucrânia de sangue.
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Em qualquer cenário, a Rússia venceu e assim (vitoriosa) decidirá o destino da Ucrânia.
A Putin não interessa nenhum truque de cessar-fogo que permita a Ucrânia e a OTAN rearmarem-se.
— O objetivo é a paz de longo prazo, disse Putin em janeiro de 2025.
A mensagem não mudou. Ou a Ucrânia aceita a realidade ou a Rússia continuará libertando uma região de cada vez.
#2
QUE GUERRA FRIA FOI ESSA?
Há tempos Trump e Putin constroem essa nova aliança. Surpresa só nas máquinas de propaganda acusatórias disfarçadas em agências de notícias.
Reuters, AP, AFP, UPI, Bloomberg estão chumbadas. Atendem aos interesses dos grandes fundos como BlackRock, Vanguard. O descaramento é tamanho que Mark Carney, presidente da Bloomberg, virou o novo primeiro-ministro do Canadá.
Não fossem os corpos empilhados no campo de batalha — reportados em tempo real nos canais independentes do Telegram — ainda acreditariam na Ucrânia a vencer a Rússia; e em Zelensky como beato da democracia ateniense.
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Relembre, US and RUS foram Aliados na destruição de Hitler; têm povos muito parecidos e tudo o mais que Montaigne pede para uma grande amizade.
Mas por que US and RUS não são grandes parceiros?
Começaria na migração secreta de nazistas nos Estados Unidos; passaria pela nazinfiltração no Estado americano; e culminaria no “Ritual do Rei” que matou John Kennedy nos anos da Guerra Fria.
A história é longa e muito abafada. Nunca a humanidade precisou tanto de retrovisor, mas o que temos são comentaristas a fazer o número 2 em público.
Faltam biógrafos e historiadores confiáveis e conscientes da missão na batalha pela memória humana.
Particularmente, revolta-me tantas pedras de tropeço e rochas de escândalo a imolar inocentes. É triste ver tanta gente boa pensada pelas palavras que conhece e pelas emoções que desconhece.
Tudo o que se falou da Rússia virou mentira comprovada.
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Países desenvolvidos são bem informados; países subdesenvolvidos, desinformados.
O Brasil está desinformado. Aquele editorial (lido pela Renata Vasconcelos) no JN da Rede Globo (atacando Trump por expulsar Zelensky da Casa Branca) revela ou a ignorância ou a desonestidade intelectual das viúvas do prostítulo da USAID — agência que Trump, Rubio e Musk felizmente desmontam à galope.
Quem ainda acredita na lenda da Rússia invasora e expansionista? Quem ainda acredita que Trump dinamitaria o mundo? Quem ainda acredita na narrativa das agências de notícia? Quem ainda não sabe do imperialismo europeu? Quem ainda não sabe das veias abertas da América Latina onde escorria muito vírus da CIA? Quem ainda não sabe quem são os influenciadores reais — tipo a Victoria Nuland, a bruxa ucraniana da CIA, que reapareceu jogando gasolina na Guerra Fria.
O “mentedômetro” perdeu os ponteiros e caldeiras explodem no inferno.
Se colar, colou: Trump brigou com Musk; Musk brigou com Rubio; JD Vance pegou gonorréia da Pamela Bondi; Putin pegou Aids de Kadyrov; fedem a enxofre as cidades antes Ucrânia agora Russia (Le Monde).
Acredite se quiser: os democratas do ISIS renovam a Síria; AfD é neonazista e Merz (neto de nazista) é um liberal irlandês; e os Estados Unidos quebrarão — mesmo fazendo a maior revolução fiscal do planeta, cortando impostos, desperdícios e corrupção.
É comédia assistir a corrida maluca das sucatas da Guerra Fria — sem motor, potência, velocidade ou freios, correm contra o tempo, como se tempo ainda tivessem. Tentam transformar acontecimentos em sentimentos; tentam enquadrar qualquer assunto na versão mais favorável; tentam interpretar as notícias para tirar das pessoas às próprias conclusões; tentam impor a palavra final. E assim despencam, sem protagonismo, afogados nos argumentos negados pelos fatos.
O jornalismo clássico todos os dias beija a lona, perde rounds e agora só vencerá a luta por nocaute.
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Trump topou passar à limpo a Guerra Fria — aceita a Rússia como igual e desconstrói a propaganda enganosa da “ameaça russa”. Putin aceita Trump como aliado — desconfia do Estado americano.
Ambos topam transformar a força militar em mentalidade econômica.
Trump quer a reindustrialização dos Estados Unidos; e Putin, a Rússia sem 28.000 sanções, desenvolvida, reconhecida, respeitada.
Mas esse ambiente de sintonia, não interessa nem a UE e nem a China — a UE quer US como velho cão de guarda e a China quer a RUS cheia de vodca no gueto da cortina de ferro.
#3
EUROPA BRINCA DE ROLETA RUSSA
Há tempos os russos não têm escolhas. Lutam para existir e parecem destinados a sempre enfrentar os velhos inquisidores em caras e circunstâncias novas.
Quem seriam esses velhos inquisidores? O vice de Trump, JD Vance, rápido no raciocínio, chamado de “futuro” por Musk, deu a pista ao comentar a coincidência de genocidios contra povos religiosos primevos.
Putin já comentou esse assunto:
— Podemos cometer erros, mas não podemos mentir. De que vai valer o mundo sem a Rússia?
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A primeira quinzena de março foi histórica. E Trump está só no começo e nunca foi tão popular. Aplaudem a varredura na imigração; vibram com a redução do número de funcionários do governo; adoram a saída da OTAN e o fim do apoio à Ucrânia. E ainda não entenderam como os russos deixaram de ser os demônios que cresceram ensinados a crer.
— Conversei com Vladimir. Ele não queria entrar lá. Este conflito nunca deveria ter começado.
— Mais fácil lidar com a Rússia do que com a Ucrânia.
— Os europeus não têm ideia de como acabar o conflito.
A chave do quebra-cabeça para acabar imediatamente com o conflito na Ucrânia, ironiza Elon Musk, está em impor sanções contra os oligarcas ucranianos em Mônaco.
Não há dúvidas que Trump sabe quem puxou o gatilho naquele tiro quase mortal e já entendeu que o inimigo não está na Rússia, mas na oligarquia encostada na OTAN e também infiltrada no Estado americano.
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Trump tem um histórico de críticas à “obsoleta” OTAN.
— Saindo da OTAN vamos economizar bilhões de dólares/ano, escreveu no livro The America We Deserve publicado no ano 2000.
Nesse sentido, conta a NBC News: os Estados Unidos vão começar a sair da OTAN saindo do Artigo 5 da OTAN: “Se um dos membros da aliança for atacado, os outros devem contra-atacar.”
Também conta o New York Times: os Estados Unidos já notificaram a Europa que estão fora do grupo de investigação sobre supostos “crimes de guerra da Rússia” no contexto do conflito ucraniano.
E ainda conta Dmitry Peskov, secretário de imprensa russo: os Titãs remontam o sistema de relações bilaterais russo-americano — desmontado em nós górdios, labirintos, medusas, minotauros.
As sanções contra a Rússia serão levantadas.
— O presidente Trump mandou repensar o regime de sanções que apenas ameaçaram o dólar como moeda de reserva — diz Scott Bessent, secretário do Tesouro.
Já se vê petroleiros saindo de portos russos rumo à Índia — aliás, os indianos já avisaram aos BRICS que estão fora das intenções desdolarizantes.
Já se vê Panamá e Golfo do México no controle e com nome americano. E como dizem os humoristas (rindo em voz Yalta), passe Kiev e Odessa, fique com a Groenlândia e o Canadá e faça de todo o continente americano uma só América.
Ouve-se falar da volta do gasoduto Nord Stream 2 em uma triangulação envolvendo Trump, Putin e o fundo BlackRock — negócio costurado por Matthias Warnig, aliado de Putin.
Já não se ouve a Voice of America da USAGM (Agência dos Estados Unidos para Mídia Global), efetivamente fechada como a última folha da figueira, mais US$ 270 milhões/ano economizados.
O jogo terminou com milhares de fantoches jogados ao mar.
Enfim, o mundo acordou, mas sabes bem como é. Os nazistas de sempre sopram micoses nos olhos abertos. E o preço dessa Pax pode mesmo custar uma 3ª Guerra Mundial.
#4
OS RUSSOS SAÍRAM PELO CANO
Muitos pavios foram acessos e ciladas armadas. Plantam desconfiança para colher intrigas. The Wall Street Journal, por exemplo, inventou um negócio da China entre uma startup americana (a CX2) e uma fábrica de drones ucraniana de olho no orçamento do Pentágono.
— Nenhuma empresa americana está na Ucrânia, precisou desmentir Nathan Mintz, CEO da CX2.
Sugerem ações terroristas contra a Rússia — ataques cibernéticos para criar situações de emergência e provocar acidentes.
Provocam. Apavoram. Promovem a militarização.
No mesmo dia D de Trump e Putin, mandam Zelensky para a Finlândia, país de matriz nazista, já escalado como antagonista na nova novela criada para condenar a Rússia. A Finlândia — que recentemente negou-se vender ovos para os Estados Unidos — já fez esse papel em 1939.
Outro vexame colossal foi da Reuters que usou a ofensiva em Kursk como triunfo de Kiev.
Kursk é uma região russa ocupada pela Ucrânia em agosto de 2024. A ocupação custou muito dinheiro e durou até o General Inverno chegar.
Em menos de sete meses, a notícia boa amplamente divulgada virou notícia ruim não noticiada. A ofensiva de Kiev em Kursk foi comparada ao desastre de Hitler nas colinas belgas — quando 12.652 nazistas morreram, outros 38.600 saíram feridos e 30 mil fugiram.
Cerca de 10.000 ucranianos viraram batatinhas quando a tampa do famoso “caldeirão russo” fechou em Kursk. Trump citou o cerco. A Ucrânia negou. E a imprensa britânica confirmou.
A ofensiva em Kursk gerou pedido de demissões entre os generais ucranianos. Foi um desastre. Nas contas finais mais de 65.000 ucranianos foram mortos.
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As operações militares na Ucrânia são fantásticas. A mais recente, Operação Pipe, fantastiquíssima.
Aconteceu no dia 8 de março. Cerca de mil soldados, liderados pelos respeitados e temidos Akhmat da Chechênia, saltaram de um gasoduto recém-desativado por trás das linhas da retaguarda ucraniana.
A imagem dos russos saindo do cano e distribuindo pétalas de rosas no inferno, desnorteou os ucranazis.
— Putin usa esses gasodutos para transportar soldados e armas, escreveram atônitos os alemães pedindo a explosão de todos os gasodutos russos.
Não havia gás, mas havia óleo. A missão era impossível. A bravura espantou o mundo militar: dois dias para atravessar 15 km de vapores tóxicos; quatro dias em campana dentro da tubulação; mínimo de comida e água.
O feito militar gerou ciumeiras entre os russos. Kadyrov, o dono dos Akhmat, figura em ascensão na Federação Russa, mantém-se discreto, mas a aparição de oportunistas capitalizando a ação gerou desconforto e revelou que nem mesmo Putin consegue ter esse olho que tudo vê.
#5
MILLEIS, SUPOSTO BANCO DE ZELENSKY E MACRON HOMENAGEIA ARGENTINO
— Metade do dinheiro dado à Ucrânia foi roubado, vamos levantar a questão da corrupção ucraniana em Bruxelas, disse Robert Fico, primeiro-ministro da Eslováquia.
— A Ucrânia é um lugar de lavagem de dinheiro e corrupção, disse Kash Patel, diretor do FBI.
Dizem que um dos maiores bancos de investimento privados da França, o Milleis Banques, foi comprado por uma empresa offshore ligada a Zelensky — a Maltex Multicapital Corp, citada na Pandora Papers — no início de fevereiro. O negócio movimentou mais de 1 bilhão de euros nas cercanias da Rothschild & Co — onde Macron trabalhou de 2008 a 2012.
Contra Zelensky também contam de empreendimentos imobiliários na Espanha, além de terras e vinhedos na França.
— Zelensky é criminoso, não se engane; ele é trapaceiro, mente muito, especialmente no campo de batalha e é adicto de cocaína, disse Douglas McGregor, ex-assessor do Pentágono.
Zelensky encontra-se encurralado e assustado. Seu cristal quebrou e sua cara causa repulsa. As mesmas forças que o fizeram herói do nada (em fevereiro de 2022) agora o expõem agarrado ao poder e a vender o país em troca da própria pele.
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— A Ucrânia precisa de um novo líder para negociar com Washington e Moscou, disse Mike Waltz, Conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos.
Trump e também Putin mencionaram uma pesquisa eleitoral indicando vitoria fácil do general Valery Zaluzhny contra Zelensky. A
oposição ucraniana (Poroshenko, Tymoshenko, Dubinsky e Razumkov) está cada vez mais mencionada no noticiário.
— Se o povo ucraniano for BURRO o suficiente para reelegê-lo, então perderão o resto do país, disse Victoria Spartz, deputada ucraniana.
Zelensky é ilegítimo, prorrogou o próprio mandato através de uma lei marcial. Sua assinatura em acordos nada vale. E mesmo aceitando a rendição, muito dificilmente os 350 bilhões americanos na Ucrânia não serão rastreados.
Estão armando a tempestade perfeita. Pode ser mesmo trágico o fim de Zelensky, como avisou Musk e tantos outros. Pode mesmo acontecer dele ter apenas o direito de escolher a cor do veneno da injeção letal.
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O desastre de Zelensky não é apenas o fim da Ucrânia. É o começo do fim da OTAN — e é nesse ponto onde mora o perigo nuclear.
#6
NOVA UCRÂNIA: PAI AMERICANO, MÃE RUSSA
Putin sabe que a atual neutralidade dos Estados Unidos vale mil vezes mais para Rússia do que qualquer aliança com a China. E os Estados Unidos aproveitam a oportunidade para romper a aliança China-Rússia.
Os chineses estão ansiosos com a lua de mel de Trump e Putin. O papo entre os dois já está pra lá da Ucrânia.
Como já aconteceu outras vezes, os chineses observam os acontecimentos e só assumem um lado quando torna-se previsível o lado vencedor.
A China bajula a Rússia, mas tenta ditar o ritmo da valsa. E pode estar errando o passo ao tentar o truque das favas contadas.
▫️Por exemplo, a China incentiva a corrida armamentista do Irã, abrindo suas fábricas de drone para centenas de engenheiros iranianos. Israel está ficando muito próxima da Rússia — enviou o Ministro da Defesa a Moscou para reunião com autoridades russas.
▫️Também há imagens de equipamentos militares chineses no exército ucraniano. Como
essas armas chegaram lá?
▫️E ainda cabe lembrar que chineses financiaram laboratórios para experiências biológicas na Ucrânia — fato que pode explicar porque até agora nada circulou sobre quais eram mesmo as pesquisas nesses 18 laboratórios apreendidos pelos russos ainda em fevereiro de 2022.
Sabemos da relação desses laboratórios com a morte do general russo Igor Kirillov (chefe das Forças de Defesa Nuclear, Biológica e Química), morto em uma explosão em Moscou no dia 17 de dezembro de 2024.
E o que dizer do comentário "horrorizado" sobre a forma como Trump tratou os líderes da Europa feito pelo diplomata chinês Lu Shaye, enviado pela China à UE.
— A paz na Ucrânia não pode ser determinada apenas pelos EUA e pela Rússia.
E ainda da manchete: “China contrata funcionários federais demitidos por Trump”, diz a CNN, como sempre citando fontes não reveladas e relatórios secretos.
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— Alguns dizem que a Rússia está a mudar, a afastar-se do Oriente, da China, da Índia, da África, isto é uma ilusão. Moscou nunca teve relações tão boas e de confiança com Pequim, mas também há dificuldades, diz Lavrov admitindo as diferenças.
As dificuldades admitidas por Lavrov estão no duplo padrão chinês. As empresas chinesas evitam contato com a Rússia para não serem contaminadas com as sanções da UE.
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A desconfiança está no ar e explica a recusa do presidente chinês Xi Jinping de participar do evento da UE em Bruxelas para marcar os 50 anos das relações UE-China.
Imagine a cara de Trump e Putin sabendo do convite. Grande parceiro essa China. É tanta mesquinharia que faz a internacionalização do yuan parecer um filme mentiroso de Kung Fu.
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Diferente da China e da Europa, a Rússia está interessada em negociações.
No teatro de operações militares, na linha de frente, em ambos os lados, há no momento um esgotamento de forças e recursos.
— Estados Unidos e a Rússia nunca compartilharão os mesmos interesses nacionais, mas podemos desenvolver algo prático, mutuamente benéfico — diz Lavrov, o Ministro das Relações Exteriores russo.
— Podemos influenciar seriamente o destino militar do mundo. Temos uma responsabilidade especial como potências nucleares: não gritar uns com os outros, sentar e conversar; mais ou menos como as coisas eram conduzidas pelos cowboys em muitos filmes de Hollywood.
CENAS DOS PRÓXIMOS CAPÍTULOS
Trump claramente não gosta de Zelensky. Nem de Macron e deixou isso evidente na visita do francês à Casa Branca, quando
sequer o recebeu na porta como a outros chefes de Estado.
A conversa de Macron é uma só. A Ucrânia não assinará uma rendição, mas um acordo de paz garantido pela presença de “forças europeias” na Ucrânia.
Em Harvard acreditam que as forças estruturais dos sistemas decidem e as forças individuais não.
Não sei como gastam tanto dinheiro para estudar em Harvard, porque desde que o mundo é mundo sabemos que o mundo é representação da vontade de quem tem força.
Por isso os esforços da União Europeia para atacar à Rússia foram inúteis e até ridículos.
Para a UE enfrentar a Rússia precisa de 6.000 ogivas nucleares e mísseis hipersônicos que não possui.
A França tem 290 ogivas nucleares. Muito pouco. Melhor investir na paz e nas relações comerciais.
▫️Zelensky foi eleito falando russo na campanha, sábias?
A Ucrânia é um caldeirão de raças, formado por mais de 130 grupos étnicos — russos em sua maioria, bielorrussos, moldavos, tártaros, búlgaros, húngaros, romenos, poloneses, judeus, gregos, armênios, ciganos, georgianos.
▫️Reparou? O resultado do ataque do Hamas em 7 de outubro: 1) Gaza foi completamente destruída; 2) líderes do Hezbollah foram mortos; e 3) Assad foi derrubado na Síria.
▫️Bastou Musk falar em auditar o ouro do Fort Knox que apareceram noticias (não confirmadas) de embarque de ouro de Londres para os Estados Unidos.
▫️A China não falsifica só camisas da Lacoste. Também falsifica notícias. Espalham que já dominam os mísseis hipersônicos e os US ainda não. Eita mentira. Em agosto de 2024, o Pentágono demonstrou, em condições reais de combate, no exercício Bamboo Eagle 24-3, na Base Aérea de Nellis, Nevada, o sistema Dark Eagle (LRHW, Long Range Hypersonic Weapon) capaz de lançar mísseis a velocidades surpreendentes de 6.115 km/h.
▫️ Lincoln Diaz-Balart morreu em 3 de março de 2025 aos 70 anos. Foi monumental na luta contra a ditadura Castro-cubana. Congressista pela Flórida (1993-2011), denunciou as atrocidades de Fidel e liderou a pressão contra Havana. Seus discursos não eram apenas retóricos, pavimentaram legislações históricas, como a Lei Helms-Burton.
Marco Rubio descende do mesmo nicho. Cuba pode de novo ser ponto de crise. A China montou uma usina solar na ilha que vive às escuras, de dia falta comida e de noite falta luz.