Tony Trindade

Covid-19: o medo bateu nos ricos

Com o avanço da segunda onda e o iminente colapso na rede de saúde, tanto a pública quanto a privada, muitos ricos passaram a ter medo.

A segunda onda da Covid-19 é bastante assustadora. Ao mesmo tempo, pode-se afirmar que ela também é democrática em alguns aspectos. A covid-19 em si, a doença propriamente dita, sempre foi. 

Ela não escolhia se o sujeito era rico ou pobre, preto ou branco. Porém, a desigualdade social no Brasil fazia com que os ricos não tivessem nenhuma preocupação com atendimento de saúde, já que a força do dinheiro lhes garantia os mais luxuosos leitos de hospitais. Agora, com o avanço da segunda e o iminente colapso na rede de saúde, tanto a pública quanto a privada, muitos ricos passaram a ter medo. 

Nesses últimos dias, chegamos a ver algo raríssimo no Brasil: um manifesto de banqueiros e grandes economistas pedindo providências e urgência no combate à pandemia. Não é difícil imaginar porque só agora banqueiros, logo eles que lucraram bilhões em plena pandemia, estejam preocupados. 

O iminente colapso na saúde afeta até mesmo hospitais privados, onde só quem tem dinheiro e bons planos de saúde conseguia atendimento. Com o agravamento da crise, ter um plano de saúde já não é mais garantia de que vai ser recebido em um hospital particular.

Enquanto o caos batia apenas as portas dos pobres, os barões que estão no topo da pirâmide social não fizeram nenhum manifesto. 

Os senhores banqueiros nem mesmo tiveram a compaixão de diminuir as taxas de juros altíssimas que são cobradas dos cidadãos brasileiros. Agora, com o caos se aproximando de todos, eles decidiram agir. Que essa pandemia sirva de lição em vários aspectos. 

Em meio à desgraça que ela tem causado, esperamos pelo menos que os ricos olhem um pouco mais para os pobres e entendam que todos nós somos humanos, que todos temos famílias e que todos somos vidas.

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