Tony Trindade

As pessoas podiam fazer a diferença

Toda discussão sobre fechar ou não fechar determinados setores da economia seria inócua se cada cidadão tivesse consciência da gravidade do momento.

O que mais temos visto nos últimos meses é uma intensa discussão acerca de fechar ou não fechar comércio, ter ou não ter lockdown, adotar ou não adotar medidas restritivas.

Uma legião de pessoas concorda, outra legião discorda. Alguns brigam, discutem, xingam, fazem protestos. Outros pedem consciência, respeito às regras, sensatez. 

Toda essa discussão sobre fechar ou não fechar determinados setores da economia seria inócua se cada cidadão tivesse consciência da gravidade do momento e da necessidade de não contribuir para o avanço do coronavírus. 

Se ninguém fosse para festas, se ninguém fosse para bares, se ninguém saísse para farras ou afazeres desnecessários, de nada adiantaria se o estabelecimento está aberto ou fechado. 

Se o bar da esquina abrisse e ninguém pisasse os pés nele, não haveria aglomeração e nem tampouco transmissão do coronavírus. Se as boates estivessem abertas e nenhum vivente aparecesse, o estabelecimento não iria realizar festas.

O problema é que uma grande parcela dos brasileiros precisa de lei e regras para poderem obedecer (e ainda não obedecem). Infelizmente, vivemos num país onde o anúncio de uma festa já arrasta multidão, seja ela em que lugar for, não importando os riscos que existam. 

A falta de consciência das pessoas tem sido, até aqui, uma das maiores aliadas do vírus. Enquanto nossa gente se comportar assim, teremos sérios problemas, seja em tempos de pandemia, seja sobre saúde ou não. A falta de noção agrava qualquer crise, em qualquer área.

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