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O povo critica, mas vota

Muita gente rechaça o fato de políticos lançarem candidaturas dos filhos e das esposas, mas acabam apoiando nas urnas.

Nas rodas de conversa, nas mesas de bar e nos encontros familiares é comum vermos pessoas criticando a perpetuação de famílias no poder. 

Muita gente rechaça o fato de políticos lançarem candidaturas dos filhos e das esposas em disputas eleitorais. No entanto, a impressão que se tem é que essa posição crítica só dura até chegar a campanha.

O que vemos na prática são os filhos, as esposas e os parentes dos caciques políticos serem eleitos a cada nova eleição. E se eles lançam os parentes é porque encontram no eleitorado a resposta que querem: o voto. 

Enquanto a sociedade não se opor, na prática, a essa tradição nociva, os políticos vão sempre colocar parentes como candidatos. Se essa fosse uma realidade que tivesse a repulsa do eleitorado, eles teriam receio e não orgulho de lançar candidaturas dentro de casa. 

No Piauí, por exemplo, a grande maioria dos políticos é oriunda de famílias que estão no poder há muitos anos. É importante destacar que todo cidadão tem o direito de se candidatar e ninguém deve ser condenado a não ingressar na política por ser de família tradicional no meio. Porém, vemos uma sociedade que critica bastante a concentração de poder, mas permite que essa prática continue a existir. Aliás, pelo menos no Piauí, essa parece ser uma tradição que está aumentando. 

O fato é que os eleitores têm que decidir se serão críticos apenas nas rodas de conversa ou se vão se opor a isso na hora de votar. Enquanto a crítica for apenas nas discussões sobre política, a perpetuação familiar seguirá dando a tônica.

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