Campanha eleitoral de Jair Bolsonaro contou com financiamento ilegal segundo PF

Empresário de São Paulo bancou material de divulgação da campanha sem declarar à Justiça Eleitoral

Documentos obtidos pela Polícia Federal indicam que a campanha de Jair Bolsonaro em 2018 contou com financiamento ilegal. Durante as investigações sobre os atos antidemocráticos, que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF), a PF encontrou no computador de Otávio Fakhoury, apoiador de Bolsonaro, notas fiscais emitidas por duas gráficas sediadas na região Nordeste.

O empresário tentou justificar a omissão à Justiça Eleitoral dizendo “não se tratarem de doação à campanha do candidato”.

Na prestação de contas da campanha de Bolsonaro apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Fakhoury não aparece como doador oficial. As gráficas contratadas pelo empresário também não constam da lista de fornecedores.

As gráficas contratadas por Fakhoury estão sediadas em João Pessoa (PB) e em Natal (RN). O dono de uma delas, José Luciano Araújo dos Santos, fundador da Gráfica Criart, declarou que prestou os serviços de impressão de material publicitário para a campanha de Bolsonaro. 

O empresário Otávio Fakhoury faz parte de um grupo de apoiadores de Bolsonaro que inclui o dono da Havan, Luciano Hang, e o dono do restaurante Madero, Junior Durski, dentre outros empresários. 

Procurado, Jair Bolsonaro afirmou através de sua advogada, Karina Kufa, desconhecer a doação. 

Fonte: Tribuna Piauí

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