Política

Câmara aprova audiência com Silvio Mendes e Dr. Pessoa para discutir crise financeira

Segundo o vereador Bruno Vilarinho (PRD), os secretários de áreas estratégicas também serão convidados para contribuir com os esclarecimentos.

14 de maio de 2025 às 11:38
3 min de leitura

Nessa terça-feira (13), a Câmara Municipal de Teresina aprovou durante uma sessão a realização de uma audiência pública para discutir a crise financeira da Prefeitura de Teresina. O atual prefeito Silvio Mendes (União Brasil) e o ex-prefeito Dr. Pessoa (PRD) serão convidados para prestar esclarecimentos sobre os rumos da administração municipal, incluindo a crise no transporte público e a limpeza urbana.

Plenário da Câmara Municipal de Teresina - Foto: Ezequiel de Sá/Lupa1

Segundo o vereador Bruno Vilarinho (PRD), atual líder da bancada do governo na Câmara, os secretários de áreas estratégicas como Finanças, Planejamento, Administração, Saúde e Educação também serão convidados para contribuir com os esclarecimentos durante a audiência.

Até o momento, a Câmara ainda não divulgou a data da audiência pública.

Entenda a dívida de 3 bilhões

O prefeito de Teresina, Sílvio Mendes (União Brasil), revelou nesta terça-feira (07) que a dívida da Prefeitura é muito maior do que se pensava: cerca de R$ 3 bilhões.

Ovalor representa quase metade do orçamento total do município, que é de R$ 6,4 bilhões. A nova estimativa veio após uma reavaliação feita pelo setor financeiro da gestão atual.

Segundo o prefeito, mais de 3.770 contratos foram analisados e serão enviados ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-PI).

Sílvio destacou que, inicialmente, havia divulgado uma dívida de pouco mais de R$ 1 bilhão, mas que os números cresceram com o avanço do levantamento.

Veja os principais débitos listados pela Prefeitura:

  • R$ 480 milhões em restos a pagar (contratos feitos e não pagos);
  • R$ 280 milhões em descontos consignados não repassados;
  • R$ 212 milhões em contratos terceirizados em disputa judicial;
  • R$ 110 milhões em dívidas da Fundação Municipal de Saúde;
  • R$ 570 milhões em dois empréstimos com o Banco do Brasil;
  • R$ 100 milhões em empréstimo com o BRB;
  • R$ 275 milhões de débitos com a Caixa Econômica Federal;
  • R$ 123 milhões em dívida com o banco CAF;
  • R$ 202 milhões com o Banco Interamericano de Desenvolvimento;
  • R$ 502 milhões de repasses não feitos ao IPMT (previdência dos servidores);
  • R$ 8 milhões de FGTS;
  • R$ 4 milhões de INSS.
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