Polícia

Mulher é presa em Piracuruca suspeita de integrar grupo ligado a homicídio em José de Freitas

A polícia também aponta que Janaína teria conhecimento sobre a localização de armas e a movimentação de drogas.

Por Tiago Moura

27 de agosto de 2026 às 11:58 ▪ Atualizado há 1 hora


Uma mulher identificada como Janaína foi presa na quarta-feira (26), em Piracuruca, no Norte do Piauí, enquanto participava de uma aula de curso técnico. Segundo a Polícia Civil, ela é investigada por envolvimento na morte do agricultor Francisco Pereira da Rocha, conhecido como “Chico Sapato”, assassinado a tiros no dia 13 de janeiro, na zona rural de José de Freitas.

 Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Foto: Divulgação/PC-PIDepartamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Foto: Divulgação/PC-PI   

Durante o cumprimento do mandado de prisão, os policiais localizaram mais de R$ 7 mil dentro de um carro. De acordo com o delegado Bruno Ursulino, do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), Janaína teria participação na coordenação das atividades de um grupo criminoso investigado por homicídios, tráfico de drogas, roubos e receptação de motocicletas na região.

Segundo a investigação, Janaína teria adquirido um sítio utilizado para hospedar integrantes do grupo. Ela e Janildo Amaro de Oliveira, conhecido como “Galego”, seriam responsáveis por fornecer alimentação e custear outras despesas dos integrantes.

“Ela é uma das pessoas responsáveis pela coordenação da expansão territorial. Ela, juntamente com o Janildo, que era conhecido como Galego, hospeda esse pessoal. São eles que levam a questão dos subsídios de alimento e demais despesas que eles faziam”, explicou o delegado.

A polícia também aponta que Janaína teria conhecimento sobre a localização de armas e a movimentação de drogas. Ela ainda seria responsável por organizar a arrecadação de dinheiro em pontos de venda de entorpecentes em José de Freitas.

“Ela fazia a convocação de pessoas pertencentes a esse grupo para fazer a arrecadação do valor que tinha para ser feito junto às bocas de fumo que eram articuladas por esse grupo na cidade de José de Freitas”, afirmou Bruno Ursulino.

Seis pessoas presas
Com a prisão de Janaína, chega a seis o número de investigados presos ou identificados no decorrer das investigações sobre a morte de Chico Sapato.

Francisco Douglas, conhecido como “Bigodinho”, e Jefferson William são apontados pelo DHPP como os executores do homicídio. Já Francisco Alves, o “São Pedro”, teria atuado como olheiro, avisando aos criminosos sobre a aproximação da vítima.

A mãe de Francisco Douglas e a esposa de Jefferson também foram presas anteriormente por envolvimento com tráfico de drogas.

Outro investigado é Janildo Amaro de Oliveira, o “Galego”, apontado como coordenador do grupo e mandante do assassinato. Ele morreu em 27 de janeiro, durante um confronto com equipes do Batalhão Especial de Policiamento do Interior (Bepi), em Luzilândia.

Após as primeiras prisões, outros integrantes do grupo teriam deixado o Piauí e retornado ao Rio Grande do Norte. As informações devem ser repassadas à Polícia Civil daquele estado.

Motivação do assassinato
Conforme as investigações, Chico Sapato foi morto após integrantes do grupo acreditarem que ele havia repassado à polícia informações sobre o local onde pistoleiros estavam escondidos na zona rural de José de Freitas.

A suspeita, segundo a polícia, teria motivado a execução do agricultor.

Relembre o caso
Francisco Pereira da Rocha, o “Chico Sapato”, foi assassinado a tiros no dia 13 de janeiro, na zona rural de José de Freitas. Ele estava de bicicleta quando foi surpreendido por dois homens que estavam em uma motocicleta e efetuaram vários disparos.

A vítima foi atingida por aproximadamente seis tiros. Francisco chegou a ser socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas não resistiu aos ferimentos.

Segundo o DHPP, o crime teria sido encomendado por Janildo, o “Galego”, pelo valor de R$ 5 mil, além da quitação de uma dívida relacionada à venda de porcos.

Ainda conforme a investigação, os executores receberam armas e suporte logístico para realizar o homicídio. Francisco Douglas e Jefferson são apontados como responsáveis pelos disparos, enquanto São Pedro teria informado o momento em que a vítima se aproximava de casa.

O inquérito sobre a morte de Chico Sapato foi concluído pelo DHPP.




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