26 de agosto de 2026 às 08:57 ▪ Atualizado há 2 horas
O delegado Francisco das Chagas Santos Costa, o Barêtta, completou nesta terça-feira (26), 46 anos de serviços prestados ao povo do Piauí através da sua "querida Polícia Civil", como ele gosta de se referir à instituição que o acolheu ainda praticamente um menino.
Delegado Francisco das Chagas Santos Costa, o Barêtta - Foto: Lupa1 A Comissão de Combate ao Crime Organizado - CICO foi criada no segundo governo Mão Santa, quando comandava a Secretaria de Segurança o falecido Carlos Lobo.
Para comandar a comissão, que trabalharia em conjunto com a Polícia Federal, o governo escolheu o destemido delegado Barêtta.
Na época, poucos delegados queriam fazer parte da comissão porque existia um clima de ameaça muito forte, reforçado com assassinatos anteriores de policiais.
Naquele tempo, poucos delegados demonstravam disposição para trabalhar na Comissão Investigadora do Crime Organizado, quanto mais para comandá-la, mas o delegado Barêtta topou a parada.
Delegado Francisco das Chagas Santos Costa, o Barêtta - Foto: Lupa1
O anúncio da criação da Comissão foi feito pelo então governador Mão Santa, no Palácio de Karnak, ato que repercutiu no Brasil inteiro.
O clima de ameaças era tão pesado na época que o governo aceitou a oferta do então superintendente da Polícia Federal no Piauí, Robert Rios Magalhães, e a sede da Comissão passou a ser uma sala dentro da Federal.
Investigadores da Polícia Federal se integraram ao trabalho da Comissão sob a orientação de Barêtta e de Robert Rios.
Policial por vocação e profissão, Barêtta foi delegado de praticamente todos os distritos policiais de Teresina.
Francisco das Chagas Santos Costa, o Barêtta, percorreu todo o estado do Piauí em missões altamente perigosas como delegado especial em dezenas de cidades do interior.
Delegado Francisco das Chagas Santos Costa, o Barêtta - Foto: Lupa1
Como repórter, registrei várias vezes depoimentos que o delegado Barêtta colheu em lombos de jumentos e debaixo de árvores do interior do Piauí.
Barêtta é um símbolo do policial correto, que investiga para prender e não ao contrário.
Delegado Francisco das Chagas Santos Costa, o Barêtta - Foto: Lupa1
A um bom policial não basta apenas a eficiência técnica, é indispensável que tenha muita coragem pessoal.
*** Texto escrito por colaborador externo. As opiniões nele contidas não refletem, necessariamente, a opinião do veículo.
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