Política

Rafael Fonteles defende reajustes acima da inflação sem comprometer contas públicas

Governador afirmou que aumentos salariais devem ocorrer gradualmente e considerar a capacidade de arrecadação do Estado.

Por Emanuel Oliveira

14 de setembro de 2026 às 14:11 ▪ Atualizado em 14/09 às 14:14


O governador Rafael Fonteles defendeu, durante sabatina realizada nesta segunda-feira (14), reajustes graduais e, preferencialmente, acima da inflação para os servidores públicos do Piauí. Segundo ele, os aumentos não podem comprometer o equilíbrio fiscal do Estado.

Rafael Fonteles defende reajustes acima da inflação sem comprometer contas públicas - Foto: Divulgação

Rafael afirmou que o governo concede reajustes lineares anualmente aos servidores ativos e aposentados. Para o governador, a análise dos salários deve considerar a receita disponível de cada estado.

“Não podemos comparar o salário do servidor público apenas com outros estados. É preciso comparar com a receita de cada estado”, declarou.

De acordo com Rafael, o Piauí está entre os dez estados com os melhores salários do funcionalismo quando os valores são comparados com a receita estadual. O governador também ressaltou que as despesas com pessoal incluem servidores ativos e aposentados.

Rafael citou a renda média de R$ 1.534 entre os piauienses para defender cautela na definição dos reajustes.

“O nosso esforço é para aumentar gradativamente, acima da inflação, e melhorar as condições salariais dos servidores públicos, mas jamais desequilibrar as contas públicas”, afirmou.

Financiamentos e investimentos

Durante a sabatina, Rafael também relacionou o equilíbrio fiscal à capacidade do Estado de contratar financiamentos para antecipar investimentos em infraestrutura, educação, saúde e segurança.

Segundo o governador, recursos provenientes de empréstimos foram aplicados na ampliação da malha rodoviária, na expansão das escolas de tempo integral e no fortalecimento dos serviços públicos.

Rafael afirmou ainda que a dívida do Piauí representa menos de 20% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual.

“É um endividamento baixo, controlado, com o serviço da dívida também controlado. Portanto, não há penalidade para esta geração nem para as futuras”, concluiu.




Assine a Newsletter do Portal Lupa1

De segunda a sexta, um resumo dos fatos que importam, direto no seu e-mail e de forma gratuita.