10 de julho de 2026 às 19:47 ▪ Atualizado há 1 hora
Um policial, que está entre as vítimas da DF Group, relatou ter sofrido um prejuízo de R$ 450 mil após realizar investimentos na empresa. O CEO da empresa, Douglas Fonseca, foi preso nesta sexta-feira (10), durante uma operação da Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI) que investiga um suposto esquema de estelionato qualificado por fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
Policial relata prejuízo de R$ 450 mil após investimento na DF Group: “Percebi que algo estava errado” - Foto: Reprodução Segundo o policial, ele conheceu a empresa por meio de um colega que também realizava investimentos no local. A promessa apresentada era de uma rentabilidade mensal que poderia chegar a 10%, com o argumento de que, em sete anos de funcionamento, a empresa nunca havia deixado de pagar esse percentual aos clientes.
“Ele me explicou que a empresa daria uma rentabilidade de até 10% e que, durante sete anos de funcionamento, nunca havia pago menos de 10% aos clientes. Com essa confirmação e por conhecer uma pessoa que já investia, eu acabei fazendo o investimento”, relatou.
A vítima afirmou que decidiu aplicar R$ 450 mil acreditando no histórico apresentado pela empresa. No entanto, logo após realizar o investimento, percebeu que havia problemas, pois não recebeu o primeiro pagamento prometido.
“No primeiro mês em que fiz o aporte na empresa, eu já não recebi a rentabilidade. Aí comecei as cobranças, comecei a mandar mensagens e, a partir daquele momento, percebi que alguma coisa estava errada. Algo tinha acontecido que eu não estava sabendo”, afirmou o policial.
A prisão de Douglas Fonseca ocorreu durante uma operação coordenada pela Superintendência de Operações Integradas (SOI). O principal alvo foi a sede da DF Group, localizada no edifício Eurobusiness, na Avenida Raul Lopes, zona Leste de Teresina.
Ao todo, dez pessoas foram presas durante a ação, todas elas funcionárias da empresa. A operação cumpriu 12 mandados judiciais, incluindo prisões, buscas e apreensões.
As investigações começaram após denúncias feitas por investidores que relataram atrasos no pagamento dos rendimentos, dificuldade para recuperar os valores aplicados e falta de retorno por parte da empresa. De acordo com a SSP-PI, mais de 100 boletins de ocorrência já foram registrados contra a DF Group.
Durante a operação, a Justiça também determinou medidas cautelares, como o bloqueio de contas bancárias, apreensão de veículos e suspensão das atividades comerciais da empresa.
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