Por Isabella Monteiro , Thawan Melo
23 de agosto de 2026 às 12:38 ▪ Atualizado há 1 hora
Amigos, familiares e colegas de profissão se reuniram na manhã deste domingo (23) para dar o último adeus à delegada Vilma Alves, que morreu aos 79 anos anos após sofrer um infarto. A despedida foi marcada por homenagens à trajetória da policial, que dedicou décadas à Polícia Civil do Piauí e se tornou referência no enfrentamento à violência contra a mulher.
Delegada Vilma Alves é homenageada por familiares e amigos durante despedida em Teresina - Foto: Lupa1 O cortejo teve a participação de policiais civis e militares e do Corpo de Bombeiros. O caixão foi transportado sobre uma estrutura acompanhada por agentes da segurança pública e coberto com a bandeira da Polícia Civil.
Em entrevista à TV Lupa1, o delegado-geral da Polícia Civil do Piauí, Luccy Keiko, destacou a atuação de Vilma no combate à violência contra a mulher. Segundo ele, a delegada teve papel importante na defesa da criação de mecanismos de proteção e incentivo à denúncia.
Delegada Vilma Alves/ Reprodução TV Lupa1 “Ela que propagava, que proclamava a necessidade do Estado proteger as mulheres, das mulheres serem fortes, de denunciar, de não se submeterem a qualquer tipo de constrangimento”, afirmou.
Amiga da delegada, Sônia Terra lembrou a personalidade de Vilma e a relação que ela mantinha com familiares e pessoas próximas. Segundo Sônia, a policial era uma presença constante na vida de amigos e familiares.
“Uma mulher solar. Uma mulher cheia de energia, uma mãe extremamente preocupada, protetora, uma avó dedicada, uma amiga que acolhia a gente sempre”, declarou.
A delegada Lucivânia Vidal, titular da Casa da Mulher Brasileira, ressaltou o legado deixado por Vilma Alves na Polícia Civil e na sociedade piauiense. Para ela, a delegada foi pioneira no enfrentamento à violência contra a mulher no estado.
“A delegada Vilma, ela desbravou, foi vanguarda aqui no Piauí, na Polícia Civil do Piauí”, afirmou Lucivânia.
Ela também destacou que a atuação da policial ficou associada ao enfrentamento da violência contra a mulher. “O corpo dela se vai, mas o nome dela fica em toda a sociedade e especialmente na Polícia Civil do Piauí”, completou.
O jornalista e candidato a deputado estadual Pedro Alcântara, que era amigo próximo de Vilma, também participou das homenagens. Ele relembrou a convivência entre os dois e a trajetória da delegada na Polícia Civil.
Segundo Pedro, Vilma foi a primeira delegada da Delegacia do Menor e a terceira responsável pela Delegacia da Mulher. Ele afirmou que, apesar de ter assumido a função depois de outras duas delegadas, foi Vilma quem deu maior visibilidade ao trabalho de enfrentamento à violência contra a mulher.
“Quando você fala em combate à violência contra a mulher, o primeiro nome que vem à sua mente é a Vilma”, afirmou.
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