Aumento do valor dos grãos deve permanecer devido à falta de chuva

82,6% da mão de obra do campo pode ficar prejudicada por causa da estiagem.

A persistência da estiagem no país leva a novas reduções da produção de milho, principal componente de rações. A despeito da expectativa da nova safra de grãos em 2021, Carlos Alfredo Guedes, gerente da Coordenação de Agropecuária do IBGE, não espera que os preços dos produtos agrícolas recuem.

"Soja, milho, trigo, há uma tendência de manter esses preços mais altos. O único produto que a gente viu caindo o preço um pouco este ano foi o feijão. O arroz, com essa alta da safra este ano, tem tendência de preços menos altos que no ano passado, preços mais normalizados. Mas os outros produtos, por questão de demanda de outros países e questões cambiais, devem permanecer com preços um pouco altos", avaliou Guedes, acrescentando que, apesar da queda prevista na safra de milho, o grão "já está com preço bem elevado".

O gerente do IBGE aponta que ajustes na colheita no Rio Grande do Sul e na região chamada de Matopiba - formada por áreas majoritariamente de cerrado nos Estados do MaranhãoTocantinsPiauí Bahia - impulsionaram uma alta de 0,7% na previsão de maio somente para a safra de soja deste ano, ante a estimativa de abril vendendo quase metade da produção 2021/2022 antecipadamente.

De acordo com o gerente, "É possível que a gente tenha algumas reavaliações nos próximos meses. A gente já vem observando o aumento do milho há alguns meses. O custo de produção para esses setores de carnes tem ficado mais alto, e isso pode continuar ocorrendo. É o segundo mês que a gente tem queda de estimativas e isso é influenciado por questões climáticas[...]”

Confira o gráfico da quantidade de chuvas anuais do MATOPIBA:

Fonte: IBGE

Fonte: IBGE

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