29 de junho de 2025 às 12:05 ▪ Atualizado há 3 meses
(BRASILÍA-DF) -Segundo a imprensa e também segundo o próprio Themístocles Filho, a semana que começa será decisiva para o futuro político de um dos nomes mais influentes da política piauiense.
Ele já foi vereador de Teresina, deputado estadual por vários mandatos consecutivos e presidiu a Assembleia Legislativa por quase duas décadas sem interrupção. Construiu uma estrutura de poder que atravessa gerações e concentra capital político como poucos.

Foi ele quem elegeu o filho deputado federal duas vezes, por mérito exclusivo. Outro filho virou deputado estadual. A esposa comanda a Prefeitura de Esperantina, uma das cidades mais estratégicas da região norte do estado, e já foi reeleita. O MDB da capital também gira sob sua órbita. Costuma eleger seu vereador preferido, apesar do tropeço na última disputa.
Hoje, Themistocles ocupa o cargo de vice-governador, função que ele só conquistou após ter sido preterido em tentativas anteriores. E agora, mais uma vez, está no centro do tabuleiro.
Com todo esse histórico, com a atual força política que ainda dispõe e com a sua forma peculiar de agir, podemos antever que Themistocles não sai perdendo nesse “lenga-lenga” da vaga de vice, para 2026.
Cuidadoso na fala, mas voraz nos bastidores, o velho “Teté”, o “cabeça branca”, não dá ponto sem nó. Já deve ter tudo dentro da “cabecinha de cotonete”. Planos A e B já estabelecidos e, em ambos, com ganhos reais, quando muitos acham que ele sairá perdendo.
Themistocles nunca foi um queridinho do PT. A convivência é pautada em interesses políticos, quando se sabe que o MDB, mesmo heterogêneo,tem dois líderes muito fortes: Marcelo Castro e ele, Themistocles.
Vamos lá: Themístocles nunca foi um queridinho do PT. A convivência é pautada em interesses políticos, quando se sabe que o MDB, mesmo heterogêneo, tem dois líderes muito fortes: Marcelo Castro e ele, Themístocles.
Ao final, são os dois que decidem e os demais seguem, mesmo com uma chiadeira daqui e dali. As decisões, como todos vêem, sempre tem sido de manutenção da parceria com o PT e deve continuar assim.

Themístocles já sabe, há muito tempo, que a vaga de vice em 2026 não será mais dele. Essa informação chegou bem antes dos rumores ganharem força. Ver longe, e antes, sempre foi uma das suas maiores habilidades, e ele sabe usar isso como poucos.
A escolha está fora do seu caminho, isso já está definido. Mas quem disse que será de um dos “rafaboys”, como muitos já tratam como certo? Essa história ainda está em aberto. E será tema de outra análise. Em breve.

Themistocles não tem apego ao lugar.Para ele o que funciona é sair com ganhos reais de qualquer disputa. Quando foi preterido na chapa de Wellington Dias, depois de tudo ser dado como certo que ele seria o vice e, em seguida, governador por 10 meses, veio a decisão abrupta que Regina Sousa seria a escolhida. O que fez Themistocles? Engoliu a seco, não puxou a toalha da mesa.
Pelo contrário: negociou a perda e conseguiu ali, sem dificuldades, os votos para eleger um dos filhos a deputado federal e a sua permanência por mais 4 anos como presidente da Assembleia Legislativa, além de uma eleição tranquila para a esposa na sua cidade natal. Tudo foi acertado, cumprido e o barco seguiu em frente.

Passados os 4 anos, a vaga de vice voltou a ser uma possibilidade e, sendo no primeiro mandato de Rafael, nenhuma barreira se estabeleceu e ele alçou ao cargo, apoiado por todos do seu partido. Desta vez não será diferente. Negociações serão feitas. Muitos dos acordos serão públicos e outros permanecerão longe do conhecimento da população.
Themistocles vai sair novamente calado, mas com muitos ganhos secundários. Deverá indicar um dos filhos ao TCE-PI e outro a federal. Poderá retornar a Assembleia e voltar, por consequência, a presidência da casa (os deputados e servidores vão vibrar), pode negociar uma eleição novamente tranquila, sem o PT atrapalhar, em Esperantina, e também pode conseguir uma secretaria mais robusta do que a que detém atualmente e que sequer se sabe o nome direito e, por fim, uma vasta miudeza no pacote.

A conversa de Themistocles e Rafael vai acontecer nesta semana. Não será nada tenso. Não há tensão com Themistocles. Pragmatismo é a palavra de ordem e os resultados dessa conversa (alguns) só serão identificados após a eleição.
Em meio a tudo isso, Themistocles segue recebendo convites e sinais de “portas abertas” na oposição. Isso fortalece seus movimentos, mas todos sabem: ele não sai de onde está. É justamente de onde está que ele articula, mexe os pauzinhos e muda rotas que pareciam definidas.
A vaga de vice de Rafael, por exemplo, já tem uma certeza: não será dele. Mas a escolha de quem será ainda está longe, muito longe, de ser tomada.
E quem aposta num “rafaboy” como nome certo pode acabar se surpreendendo.
Vem aí 2026. E o jogo mal começou.
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