Por Emanuel Oliveira , Thawan Melo
17 de outubro de 2025 às 14:40 ▪ Atualizado em 22/07 às 06:39
O advogado de defesa do sargento da Polícia Militar do Piauí, Avelar dos Reis Mota conhecido como “Cabo/Sargento Mota”, Otoniel Bisneto, contestou a decisão judicial que condenou o militar a 4 anos, 2 meses e 12 dias de prisão por furto qualificado.
Defesa de sargento Mota contesta condenação: "ausência de provas" - Foto: Lupa1 A sentença foi proferida pelo juiz Raimundo José de Macau Furtado, da Vara Militar, e permite que o policial recorra em liberdade.
De acordo com o advogado, a condenação se baseou em imagens que não passaram por perícia técnica, o que, segundo ele, compromete a credibilidade das provas apresentadas.
Defesa de sargento Mota contesta condenação: "ausência de provas" - Foto: Lupa1 “O primeiro ponto de inconformação da defesa é a ausência de provas, porque o julgamento foi pautado apenas na exibição de imagens que não foram periciadas. E se essas imagens não foram periciadas, não há nenhum grau de confiabilidade”, afirmou Otoniel Bisneto.
O defensor também levantou a hipótese de que as gravações possam ter sido manipuladas digitalmente.
Defesa de sargento Mota contesta condenação: "ausência de provas" - Foto: Lupa1 “Hoje o deep fake é uma preocupação mundial, especialmente em ano eleitoral. Nada impede que aquelas imagens tenham sido alteradas”, acrescentou.
Outro ponto destacado pela defesa é a condução da investigação pela Corregedoria da Polícia Militar. O advogado classificou o inquérito como “mal conduzido” e “incompleto”, apontando a ausência de perícia no local do suposto crime.
“Nos chama a atenção a forma, me perdoe, mas tem que ser dito, irresponsável e desidiosa com que a investigação foi conduzida. O encarregado do Inquérito Policial Militar esqueceu que o Código de Processo Penal exige perícia em locais onde existam vestígios, e isso não foi feito”, criticou Bisneto.
Defesa de sargento Mota contesta condenação: "ausência de provas" - Foto: Lupa1 O sargento Mota foi acusado de furtar um perfume de uma residência na zona Sul de Teresina, em fevereiro de 2023, utilizando uma chave falsa. A Justiça entendeu que o crime foi comprovado por imagens de câmeras de segurança e pelo uso de meios ilícitos de acesso ao imóvel.
A defesa informou que vai recorrer da decisão e espera que o caso seja reavaliado em instâncias superiores.
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