Por Tony Trindade
20 de julho de 2025 às 14:47 ▪ Atualizado em 04/10 às 20:32
Por Norton Lima Jr
Direto de Fortaleza-CE
Dois pontos ignorados: 1) a política externa de Donald Trump para a América Latina, especialmente o Brasil, é intervencionista; e 2) a ausência de um embaixador titular em Brasília, ato deliberado, equivalente à retirada de um embaixador, com caráter preparatório para ações futuras.
Será que Trump despertou para o fato da América Latina ser América? Será o plano transformar todos os estados da América em Estados Unidos da América?
A confirmar os próximos movimentos anunciados, o desgoverno antiamericano de Lula cairá em dias ou em horas.
Problema é a cortina de fumaça na imprensa propagandista brasileira.
Não fazem jornalismo. É um vexame atrás do outro. Os veículos são mais dependentes das verbas publicitárias do que o Brasil do GPS. Descarte-os ou dê os devidos descontos. Não há independência editorial. Também estão desinformados e desinformando.

Não moramos em uma ilha desconectada e sem energia. Não somos uma Cuba. Não é possível que o brasileiro não esteja atento a tensão crescente com potencial para fazer de 2027 — quando espera-se o conflito contra a China — o pior ano de toda a história da humanidade.
Presidente Lula até aqui agiu como um moleque diplomático. Por exemplo, as relações entre Brasil e Estados Unidos completaram 200 anos no ano passado. E não foram comemoradas.
Desde o reconhecimento da independência do Brasil, em 26 de maio de 1824, Brasil e Estados Unidos constroem laços políticos, econômicos e culturais. Essa irmandade foi ainda mais fortalecida na Segunda Guerra Mundial, quando libertamos juntos a Itália do domínio näzista e fascista.
Estamos muito além da Política de Boa Vizinhança. E os Estados Unidos são muito mais do que o 2º maior importador de produtos brasileiros. São o maior investidor estrangeiro no Brasil, com mais de R$ 1 trilhão em investimentos diretos. Imagine todo esse capital saindo.
Por isso, nenhum brasileiro consciente vai engolir esse ranço ideológico contra os Estados Unidos. E desde FHC, quando rejeitou a Alca, o Brasil dinamiza o antiamericano nas região. Lula ampliou esse ranço recentemente na OEA, CELAC e Unasul.
As próximas sanções podem incluir congelamento de ativos sob o Global Magnitsky Act; aumento de tarifas para 100% (embora não confirmado); e, improvavelmente, restrições tecnológicas como corte de GPS, informação sem lastro em fontes confiáveis.

A saída de investidores é um risco real, até porque R$ 24,16 bilhões já foram retirados em 2024. A demandada dos fundos de investimento é mais do que provável.
Portanto, a narrativa rally-around-the-flag de Lula lembra o memorável discurso de Odorico Paraguassu em frente a ONU. A soberania de Lula é dependência chinesa e ranço ideológico. Mesma conversa de guerra fria que Fidel teve com os pragmáticos chineses pós-União Soviética.
Trump pegou o Brasil como exemplo em resposta à atrevida expansão chinesa na América Latina. Todos estão de olho no porto de Chancay, sobretudo, a polícia do Peru. O prego foi batido e a ponta virada. Trump busca consolidar uma rede de aliados para moldar a política regional. Já abandonou a fase dos sinais de descontentamento. Está em ação, usando ferramentas econômicas intervencionistas, como as tarifas, por enquanto.
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