Saúde

Três novos medicamentos para tratamento de câncer de pulmão serão ofertados no SUS

Distribuição de brigatinibe, gefitinibe e durvalumabe será gradual a partir de outubro, como parte da nova política de cuidado oncológico.

Por Victória Santos

31 de agosto de 2026 às 13:45 ▪ Atualizado em 31/08 às 14:02

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  • Agosto é o mês de conscientização sobre o câncer de pulmão.
  • O Ministério da Saúde disponibilizará três novos medicamentos no SUS: brigatinibe, gefitinibe e durvalumabe.
  • Esses tratamentos serão financiados pelo Governo Federal via Assistência Farmacêutica Oncológica (AF-Onco).
  • Cerca de 1,9 mil pacientes serão beneficiados.
  • A oferta dos medicamentos começará de forma gradual a partir de outubro.
  • Brigatinibe e gefitinibe são terapias-alvo orais que permitem tratamento domiciliar.
  • Durvalumabe é uma imunoterapia para pacientes com câncer de pulmão em estágio III.
  • Os medicamentos na rede privada custam mais de R$ 604,2 mil e R$ 643 mil por ano, respectivamente.
  • A AF-Onco ampliará em 35% a oferta de tratamentos oncológicos no SUS, com 23 medicamentos de alto custo.
  • A iniciativa tem orçamento anual de R$ 2,1 bilhões da União, beneficiando mais de 100 mil pessoas.
  • Três modalidades de aquisição serão usadas: centralizada, descentralizada e ata de negociação nacional.
  • O tratamento do câncer de pulmão inclui cirurgia, radioterapia, quimioterapia e terapias sistêmicas no SUS.

O mês de agosto é marcado por ações de conscientização sobre o câncer de pulmão. Para ampliar e qualificar o cuidado às pessoas com a doença no Sistema Único de Saúde (SUS) , o Ministério da Saúde vai disponibilizar três novos medicamentos de alta tecnologia: brigatinibe, gefitinibe e durvalumabe. Os tratamentos serão financiados integralmente pelo Governo Federal a partir da implementação da Assistência Farmacêutica Oncológica (AF-Onco). Ao todo, serão beneficiados cerca de 1,9 mil pacientes.

 Foto: Agência Gov | Via SaúdeFoto: Agência Gov | Via Saúde   

A oferta será efetivada de acordo com as tratativas de aquisição com fornecedores e características operacionais de cada tecnologia, com previsão de entrega gradual a partir de outubro. Entre os medicamentos estão duas terapias-alvo orais (brigatinibe e gefitinibe), que atuam diretamente sobre alterações específicas das células cancerígenas. A administração pode ser realizada na casa do paciente com menor incidência de eventos adversos, proporcionando maior comodidade em comparação aos demais esquemas convencionais de quimioterapia. Juntos, os medicamentos custam mais de R$ 604,2 mil por ano na rede privada.

Já o durvalumabe é uma imunoterapia que estimula ou potencializa a capacidade do sistema imunológico de combater os tumores cancerígenos, sendo indicado para pessoas com câncer de pulmão em estágio III que não podem ser tratadas com cirurgia. O tratamento demonstra ganhos na sobrevida global dos pacientes e, na rede privada, pode custar mais de R$ 643 mil por ano.

“Estamos em diálogo contínuo com a indústria farmacêutica para viabilizar, da forma mais ágil possível, a oferta desses medicamentos no SUS. A ampliação das opções de tratamento é fundamental para fortalecer o cuidado e representa um avanço na assistência oncológica, com potencial para beneficiar ainda mais pacientes e salvar vidas”, disse a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, Fernanda De Negri.

Por meio da AF-Onco, serão ofertados 23 medicamentos oncológicos de alto custo, ampliando em 35% a oferta de tratamentos na rede pública e contemplando novas tecnologias e a expansão de indicações de uso. A iniciativa amplia a equidade no acesso às tecnologias em todo o país, fortalece a continuidade do cuidado segurança aos pacientes. A estimativa é de que mais de 100 mil pessoas sejam contempladas pela política, com orçamento anual estimado em R$ 2,1 bilhões, financiado pela União.

Modelos de aquisição por meio da AF-Onco

A nova política organiza a aquisição e abastecimento dos estoques do SUS, para medicamentos oncológicos, em três modalidades principais:

  • Centralizada: compra e distribuição realizadas diretamente pelo Ministério da Saúde - como o brigatinibe;
  • Descentralizada: aquisição realizada diretamente pelos hospitais e gestores locais, com repasse federal via Autorização de Procedimentos Ambulatoriais de Alta Complexidade (APAC) - como o gefitinibe;
  • Ata de Negociação Nacional: negociação de preço único nacional pelo Ministério da Saúde, com execução pelos gestores a partir do levantamento anual de demanda das unidades de saúde habilitadas para o cuidado oncológico - como o durvalumabe.

Cuidado ofertado no SUS

No SUS, o tratamento do câncer de pulmão é ofertado de forma integral nos serviços habilitados em oncologia, de acordo com as características clínicas e moleculares de cada caso. A assistência inclui cirurgia, radioterapia, quimioterapia, terapias sistêmicas e terapias-alvo para grupos específicos de pacientes, conforme as diretrizes clínicas e as tecnologias disponibilizadas no sistema.




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