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Política

PF apura falta de ônibus no Piauí após denúncias de frota reduzida em Teresina

Apuração no estado é preliminar; na capital, TRE-PI determinou recomposição do transporte coletivo durante a votação.

Por Redação Lupa1

25 de outubro de 2026 às 20:16 ▪ Atualizado em 25/10 às 20:16

Ver resumo
  • A Polícia Federal investiga possíveis irregularidades no transporte público no Piauí durante as eleições.
  • Em Teresina, o TRE-PI ordenou o aumento da frota de ônibus após denúncias de redução.
  • A investigação verifica se a falta de transporte afetou o acesso dos eleitores às urnas.
  • Além do Piauí, há investigações também em São Paulo, Alagoas e Bahia, com inquérito aberto em Sergipe.
  • A Federação Brasil da Esperança questionou a programação reduzida de ônibus para o pleito.
  • O TRE-PI impôs multa de R$ 1 milhão por descumprimento e exigiu preservação de registros operacionais.
  • A apuração no Piauí ainda está em fase preliminar, sem conclusões ou identificação de responsáveis.

A Polícia Federal iniciou uma apuração preliminar sobre possíveis irregularidades na oferta de transporte público no Piauí durante o segundo turno das eleições presidenciais, neste domingo (25). Em Teresina, denúncias de frota reduzida levaram o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PI) a determinar a ampliação imediata da circulação de ônibus.

WhatsApp-Image-2026-10-25-at-14.43.16.jpgPF apura falta de ônibus no Piauí após denúncias de frota reduzida em Teresina - Foto: Reprodução

A investigação busca esclarecer se problemas no fornecimento de transporte dificultaram o deslocamento dos eleitores aos locais de votação. Além do Piauí, há procedimentos preliminares em São Paulo, Alagoas e Bahia. Em Sergipe, a PF confirmou a abertura de um inquérito.

Denúncias em Teresina

Na capital piauiense, a Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, acionou o TRE-PI para questionar uma programação de 78 ônibus para atender 73 linhas, com 469 viagens. A entidade alegou que a quantidade era inferior à utilizada nos dias úteis e prejudicava o acesso às urnas.

Às 15h10, o presidente do tribunal, desembargador José Wilson Ferreira de Araújo Júnior, determinou a recomposição imediata da frota e da frequência aos níveis dos dias úteis, mantendo a gratuidade.

A decisão fixou multa de R$ 1 milhão por hora de descumprimento injustificado, condicionada à verificação individualizada da responsabilidade dos destinatários. Também determinou a apresentação e a preservação dos registros operacionais do transporte.

Apuração de responsabilidades

Representantes do Ministério da Justiça e Segurança Pública também relataram indícios de retenção de veículos em cidades onde havia ordens judiciais para circulação das frotas.

No Piauí, a apuração permanece em fase preliminar. As informações apresentadas não indicam conclusão da PF sobre a ocorrência de crime nem identificação de responsáveis.




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