11 de fevereiro de 2022 às 18:15 ▪ Atualizado há 3 meses
Na manhã desta sexta-feira (11), Aldelina Rodrigues, de 33 anos, gravou um vídeo denunciando a falta de medicamentos no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) Infantil de Timon (MA).

De acordo com Aldelina, que é mãe de uma criança que faz uso de medicação controlada, o Centro não fornece medicamentos desde o ano passado. Segundo a mulher, quando os farmacêuticos são questionados pela falta de remédios, dizem que “não podem fazer nada”.
“Olha, fui aqui na farmácia e o rapaz me falou que não tem medicação, isso já é desde o ano passado. E a gente já não sabe mais o que fazer, porque não temos condições de tá comprando medicação para os nossos filhos. Eles aqui só dizem que não podem fazer nada, que é pra gente se virar”, disse.
Ainda segundo a mãe, além da falta de medicamentos, não há profissionais para o acompanhamento das crianças.
“Lá não é nem só a falta de medicação, como há falta de profissionais também. Meu filho foi passado para fazer acompanhamento com a psicopedagoga, educador físico e alguns outros profissionais. Mas ele só tá fazendo com a psicopedagoga, porque não tem os outros e não há previsão”, acrescentou.
O Lupa1 entrou em contato com a Secretaria Municipal de Timon, que informou ter conhecimento da falta de medicamentos. Segundo a Secretaria, o estoque anterior não foi suficiente devido impasses no processo licitatório, e a previsão é de que na próxima semana o estoque seja reabastecido.
“A Secretaria Municipal de Saúde de Timon informa que reconhece a ausência de alguns medicamentos psicotrópicos no Centro de Atenção Psicossocial Infantil.
Devido aos impasses durante o processo licitatório, o estoque não foi suficiente para suprir toda a demanda até a conclusão da licitação.
Ressaltamos ainda que a previsão é de que na próxima semana, o estoque seja reabastecido”, informou.
Quanto a ausência de alguns profissionais, foi informado que há o desconhecimento até o momento por parte da Secretaria. E orientou que as denúncias sejam relatadas ao órgão para que sejam averiguadas.
“A Secretaria dispõe dos profissionais para atender a demanda. Os casos em que forem questionados a falta de profissionais, devem ser informados para que seja apurado. Por isso, importante que procurem o órgão para relatar”, finalizou.
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