Correios apontam que receita diminuiu R$ 2,2 bilhões com "taxa das blusinhas"
Mudança, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e aprovada pelo Congresso Nacional, entrou em vigor dentro do Programa Remessa Conforme.
Um estudo divulgado pelos Correios revela um prejuízo estimado em R$ 2,2 bilhões para a empresa pública, reflexo direto do fim da isenção de impostos sobre importações de até US$ 50 — medida que ficou conhecida como a “taxa das blusinhas”. A mudança, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e aprovada pelo Congresso Nacional, entrou em vigor dentro do Programa Remessa Conforme.

A nova regra passou a tributar compras internacionais de menor valor, especialmente aquelas realizadas em plataformas populares de e-commerce como Shopee, AliExpress e Shein, o que aumentou significativamente a arrecadação do governo federal. Por outro lado, a mudança gerou efeitos colaterais sobre os Correios, que viram o volume de encomendas internacionais despencar.
Em nota enviada ao jornal Valor Econômico, a estatal afirmou que, embora o programa tenha trazido mais “transparência, controle e agilidade” no processo de entrada de mercadorias importadas no país, também provocou uma redução acentuada no fluxo de importações e encerrou a exclusividade da empresa na intermediação dessas remessas. O impacto financeiro, segundo os Correios, é estimado em R$ 2,2 bilhões apenas no segmento internacional.
O presidente da estatal, Fabiano Silva, já havia alertado em janeiro sobre o risco de prejuízo com a nova política de taxação. Na ocasião, ele defendeu a necessidade de se buscar alternativas para manter a competitividade dos Correios frente ao avanço de operadores logísticos privados que agora também atuam nesse nicho de entregas internacionais.