Lupa 1
Tony Trindade

Arrogância

A mancada arrogante de Ciro

Ciro tripudia sobre o apoio que recebeu de partidos como o PT, MDB, PSD, PDT, PCdoB e outros e subestima a força de Wellington Dias.

A frase é do senador, hoje ministro, Ciro Nogueira, ao referir-se ao senador Marcelo Castro, em evento da oposição neste sábado (05) : “Cheguei ao ponto de pedir a prefeitos não votarem em mim, porque estava com a eleição tranquila, para votar nesse cidadão”. A eleição em que Ciro e Marcelo foram eleitos (2018), por ser para duas vagas, facultava ao eleitor o direito de votar duas vezes para o cargo de senador. 

  

Marcelo Castro, Regina Sousa, Wellington Dias e Ciro Nogueira, respectivamente Reprodução

Quando Ciro diz que pediu a prefeitos que deixassem de votar nele para votar em Marcelo, age com arrogância, pois deixa claro saber que  já tinha vitória certa, antes das urnas abrirem. E, por conseguinte, a mancada: induz incautos a absorverem a ideia que, para votar em Marcelo, o eleitor teria que deixar de votar nele, Ciro.

Repito: Essa era uma eleição para duas vagas. O eleitor, nestes casos, tem direito a dois votos. 

Ciro pode ter ajudado Marcelo, já que ele não era o favorito? É possível. Mas quem duvida que Marcelo Castro não tenha feito o mesmo por ele? Afinal, era jogo de dupla, ali.

Por fim, em mancada arrogante reiterada, Ciro tripudia sobre o apoio que recebeu de partidos como o PT, MDB, PSD, PDT, PCdoB e outros. Subestima a força de Wellington Dias.

Ciro fala em ingratidão, atribui a pecha a Marcelo Castro mas não pode esquecer que foi ele quem deixou o grupo onde se elegeu. Lá permanecem todos os demais, eleitos no mesmo “barco”. Quem pula fora, depois do benefício, em regra, é quem é merecedor da pecha.

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