Gustavo Almeida

Em live

Bolsonaro para Wellington: “Faça sua parte antes de criticar os outros”

Presidente da República se incomodou com cobrança feita pelo petista piauiense.

O presidente da República Jair Bolsonaro criticou nesta quinta-feira (1º) o governador Wellington Dias (PT). Em uma live, ele mencionou cobrança feita pelo petista piauiense para que o novo auxílio emergencial seja de R$ 600 e não de R$ 250, como foi definido pelo governo federal.

Presidente mandou Wellington fazer sua parte (Fotos: Agência Brasil/Lupa1)

Incomodado com a crítica, o presidente afirmou que Wellington é quem está acabando com os empregos, disse que se ele quiser auxílio de R$ 600 que complemente com recursos estaduais e por fim mandou o petista fazer sua parte antes de criticar os outros.

“Eu vi um vídeo do governador Wellington Dias, do Piauí. Ele faz um apelo dramático dizendo que o governo federal não pode pagar R$ 250 a título de auxílio emergencial. Que tem que ser R$ 600 porque a pandemia não acabou. Bem, quem está acabando com emprego é ele Wellington Dias, não somos nós aqui. Então, Wellington, como tem matéria na imprensa dizendo que seu estado é superavitário, então você poderia criar o complemento do auxílio emergencial. Nós estamos dando R$ 250 e você dá mais R$ 350 e chega nos 600”, falou Bolsonaro.

O presidente completou: 

“A nossa proposta é quatro meses, mas se você acha que tem que ficar até o fim da pandemia, então a partir de agosto você paga os R$ 600 para o pessoal do teu estado, porque você está tirando o emprego das pessoas. Você que tem que se responsabilizar e não fazer vídeo voltado para a demagogia culpando o governo federal. Nós demos bilhões para o seu estado, inclusive para equipar sua rede de hospital e isso não foi feito. Então você faça a sua parte antes de criticar os outros. Essa forma barata de fazer política não faz bem para nossa democracia”, disparou Bolsonaro.


Wellington responde

Ainda na noite da quinta-feira (1º), o governador Wellington Dias respondeu às críticas de Bolsonaro, mas evitou aumentar a confusão com o presidente.

“Essa não é uma opinião particular, mas a posição de governadores das cinco regiões do Brasil. Nós queremos seguir dialogando, independente das disputas eleitorais, e tratar diretamente com o presidente da República, que é o chefe de Estado a quem devemos recorrer para socorrer os que mais precisam. Sigo mantendo uma relação respeitosa e ao mesmo tempo na defesa do que o meu povo precisa. Aqui no Piauí, a exemplo de outros estados e alguns municípios, estamos ajudando aos mais pobres como podemos”, comentou o governador. 

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