25 de abril de 2022 às 22:00 ▪ Atualizado em 24/10 às 16:40
Depois de ter virado alvo de críticas e de chacotas por ter filiado e lançado a pré-candidatura da atriz pornô Ester Tigresa a deputada estadual no Mato Grosso, o PT decidiu suspender a filiação e expulsá-la do partido. Com isso, ela fica impossibilitada de disputar as eleições deste ano, já que o prazo para filiação para quem quer se candidatar expirou.
Tigresa durante discurso em ato de filiação ao PT (Foto: Reprodução/Instagram)
Ester Caroline, conhecida como “Tigresa Vip”, se filiou ao PT no Mato Grosso no dia 14 deste mês. Além da filiação, foi anunciada a pré-candidata dela a uma vaga na Assembleia Legislativa do estado. O anúncio foi feito pelo deputado estadual Lúdio Cabral (PT). Tigresa, que grava vídeos pornôs amadores desde os 16 anos, discursou no evento petista.
Em nota, o presidente do PT no Mato Grosso, deputado estadual Valdir Barranco, informou que a Executiva do partido decidiu, por maioria de votos, anular o processo de filiação de Ester Tigresa. Segundo o dirigente, no dia 18 de abril a Executiva Estadual determinou que Ester tivesse a filiação suspensa e fosse removida dos quadros da sigla.
Barranco acusou o deputado Lúdio Cabral (PT) de fazer o lançamento da filiação no sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sem consultar o diretório. “Esta filiação feriu de morte o nosso regramento e ela teve a filiação suspensa por decisão não só da Executiva Estadual, mas também pelo Diretório Nacional do PT”, enfatizou Barranco.
Tigresa Vip reage
Numa rede social, Ester Tigresa condenou a postura do PT e acusou o partido de preconceito e machismo. “Pretos, pobres e profissionais do sexo sofrem preconceito só por serem o que são. Também existe machismo. Segunda-feira irei falar sobre a minha expulsão do Partido dos Trabalhadores PT”, escreveu a Tigresa.
Defesa diz que decisão é arbitrária
O advogado de defesa da atriz pornô classificou a decisão do PT como “arbitrária e covarde”. Ele prometeu acionar a Justiça contra a expulsão que avalia ser ilegal.
“Simplesmente foi tomada uma decisão arbitrária e covarde, que restringiu direitos dela enquanto cidadã, suspendendo uma filiação sem justa causa ou cometimento de infração prevista no Estatuto do partido ou na legislação eleitoral. As providências técnico-jurídicas diante das instâncias partidárias e do Poder Judiciário serão adotadas e temos certeza de que o caso será revertido”, disse o advogado Paulo Lemos ao site Mídia News, do Mato Grosso.
A defesa alega que Ester Tigresa não foi ouvida e acabou sendo expulsa sem exercer o direito ao contraditório.
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