Por Redação Lupa1
16 de junho de 2026 às 12:44 ▪ Atualizado há 1 hora
O professor Jailson Oliveira Sousa, docente do curso de Moda do Instituto Federal do Piauí (IFPI), campus Teresina Zona Sul, denunciou ter sido alvo de ataques racistas, homofóbicos e ameaças em mensagens compartilhadas por estudantes em um grupo de WhatsApp. O caso foi registrado em boletim de ocorrência na Delegacia de Direitos Humanos e também está sendo apurado administrativamente pela instituição.
Professor do IFPI denuncia ataques racistas e homofóbicos feitos por alunos em grupo de WhatsApp - Foto: Arquivo Pessoal
Segundo o professor, as mensagens foram descobertas no fim de maio após alunas da própria turma mostrarem capturas de tela das conversas. Entre os conteúdos, havia ofensas relacionadas à cor da pele e à orientação sexual do docente, além de comentários considerados ameaçadores e referências à sua morte.
Após tomar conhecimento dos fatos, o IFPI informou que reuniu os estudantes envolvidos e seus responsáveis, aplicou suspensão imediata às alunas identificadas e instaurou um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar o caso. A instituição repudiou os atos e destacou que situações de discriminação e violência não condizem com os princípios de ética, respeito e segurança adotados pelo instituto.
O Sindicato dos Docentes do IFPI (SINDIFPI) também manifestou solidariedade ao professor e afirmou que acompanha o caso por meio de sua assessoria jurídica e coordenação estadual, defendendo a apuração dos fatos com garantia do direito à ampla defesa e eventual responsabilização dos envolvidos.
De acordo com Jailson Oliveira, mesmo após as primeiras medidas adotadas pela instituição, novas situações teriam ocorrido, incluindo ameaças contra a estudante que compartilhou as mensagens com o professor. O caso segue sob investigação das autoridades competentes e dos órgãos internos do IFPI.
O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Piauí, em virtude das mensagens veiculadas por estudantes em grupo no aplicativo Whatsapp sobre um professor da Instituição, vem a público repudiar quaisquer atos de discriminação de qualquer natureza, assédio, importunação dentre outros. Ressaltamos que estas práticas não condizem com as diretrizes desta instituição que preza pela ética, respeito e segurança de todos os seus alunos, servidores e colaboradores.
A diretoria geral do campus Teresina Zona Sul, juntamente com a Controladoria Interna do IFPI, ao tomarem conhecimento do caso, realizaram reunião com as estudantes e os responsáveis. As alunas foram suspensas imediatamente e foi aberto um Processo Disciplinar que deverá seguir os ritos e prazos processuais legais necessários para a devida apuração. Reforçamos que esse tipo de denúncia tem prioridade na apuração e aplicação de sanções de acordo com a legislação.
Reafirmamos o nosso compromisso em combater a naturalização das violências dentro e fora das Instituições de Ensino. Todo servidor que passar por este tipo de situação dentro do IFPI deve formalizar denúncia através da Ouvidoria, pelo telefone (86) 3131-1407 ou pelo e-mail [email protected] ou procurar a diretoria geral dos campi.
A SINDIFPI manifesta sua solidariedade ao professor Jailson Oliveira Sousa, docente do campus Teresina - Zona Sul, em virtude de ataques racistas e homofóbicos praticados por um grupo de estudantes de uma de suas turmas. O exercício da docência no IFPI precisa ser respeitado e garantido por todas as instâncias, e o papel formador da instituição deve se refletir também na resposta a agressões desse tipo, para que toda a comunidade de estudantes, servidores(as) e responsáveis tenha clareza dos compromissos do IFPI com a formação integral de seus alunos.
A SINDIFPI estará acompanhando, através da Coordenação Estadual e da Assessoria Jurídica, os devidos procedimentos administrativos e disciplinares, para que, garantido o direito de ampla defesa, as responsabilidades sejam devidamente atribuídas. Nossa prioridade é a garantia da integridade física e mental do docente e demais denunciantes, para que atitudes estarrecedoras como as praticadas pelas(os) estudantes não mais encontrem lugar na instituição. O papel das famílias também precisa ser objeto de ações mais diretas e permanentes da administração do IFPI, para que a formação de nossos jovens rejeite e combata o preconceito e a violência, e não os reproduzam em atos e palavras inaceitáveis para a convivência em sociedade.
De segunda a sexta, um resumo dos fatos que importam, direto no seu e-mail e de forma gratuita.
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