Polícia

Grupo criminoso faz pai de refém para localizar e executar filho em Teresina; vítima foi alvejada com 17 disparos

Segundo o delegado Danúbio Dias, do DHPP, a vítima possuía uma extensa ficha criminal e era investigada por diversos crimes desde 2015.

Por Emanuel Oliveira

16 de julho de 2026 às 12:20 ▪ Atualizado há 1 hora


Um homem identificado como Gutemberg Pereira da Silva, de 33 anos, foi executado com pelo menos 17 tiros na madrugada desta quinta-feira (16), dentro da residência onde morava, no bairro Porto Alegre, zona Sul de Teresina. Segundo a Polícia Civil, os criminosos sequestraram o pai da vítima e o utilizaram para localizar o filho antes da execução.

Grupo criminoso faz pai de refém para localizar e executar filho em Teresina; vítima foi alvejada com 17 disparos - Foto: Reprodução

De acordo com o delegado Danúbio Dias, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), a equipe foi acionada por volta das 3h30 para atender a ocorrência e encontrou a vítima já sem vida no banheiro da casa, onde dormia.

As investigações apontam que cerca de cinco homens encapuzados foram inicialmente até a residência do pai de Gutemberg, um idoso, e o obrigaram a informar onde o filho estava.

Delegado Danúbio Dias, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) - Foto: Lupa1

"Eles sequestraram o pai para que ele dissesse onde a vítima estava. Em seguida, atravessaram a rua até a residência onde Gutemberg dormia e utilizaram o pai como escudo humano para entrar no imóvel", afirmou o delegado.

No momento da invasão, também estavam na casa a mãe da vítima, um irmão, uma mulher e um recém-nascido. Conforme a Polícia Civil, os suspeitos arrombaram a porta, renderam os familiares e localizaram Gutemberg escondido no banheiro.

"Ao encontrarem a vítima, efetuaram pelo menos 17 disparos de arma de fogo com pistola. O óbito foi imediato. Trata-se claramente de uma execução", declarou Danúbio Dias.

Ficha criminal

Segundo o delegado, Gutemberg possuía uma extensa ficha criminal e era investigado por diversos crimes desde 2015.

"Eu venho prendendo essa vítima desde 2015. De lá para cá, ela foi presa e colocada em liberdade diversas vezes. Trata-se de um indivíduo extremamente perigoso, com envolvimento em homicídios, latrocínio, tráfico de drogas e integrante de facção criminosa", afirmou.

Danúbio Dias destacou ainda que a última prisão de Gutemberg ocorreu em 2025, durante as investigações do assassinato de Bartolomeu Gabriel.

"Ele participou ativamente do sequestro, tortura e execução de Bartolomeu Gabriel. A vítima foi levada para um apartamento, torturada, assassinada e teve o corpo enterrado e posteriormente abandonado", relatou.

Ainda conforme o delegado, Gutemberg também havia sido preso anteriormente por porte ilegal de arma de fogo e aparecia em investigações relacionadas ao tráfico de drogas em Teresina.

Principal linha de investigação

Gutemberg havia deixado o sistema prisional no último dia 3 de julho. Menos de 20 dias depois, foi morto.

"O departamento trabalha, inicialmente, com a hipótese de que ele tenha sido executado por integrantes de uma facção rival, já que era assumidamente membro do Bonde dos 40", explicou o delegado.

Apesar dessa ser a principal linha investigativa, a Polícia Civil não descarta outras motivações para o crime.

"Ele acumulou uma extensa ficha criminal ao longo de mais de uma década e, consequentemente, também muitos inimigos. Neste momento, nenhuma hipótese está descartada", concluiu Danúbio Dias.

O DHPP segue investigando o caso para identificar os autores e esclarecer a motivação da execução.




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