Polícia

Tentativa de sequestro de bebê na Maternidade Dona Evangelina Rosa: o que se sabe até agora

Investigação ainda busca confirmar se houve uma gravidez anterior ou se a suspeita apresentava um quadro de gravidez psicológica desde o início.

Por Tiago Moura

09 de julho de 2026 às 11:13 ▪ Atualizado há 3 horas


A Polícia Civil do Piauí segue investigando a tentativa de sequestro de um recém-nascido na Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa, em Teresina. A técnica de enfermagem suspeita do crime teve a prisão preventiva decretada e as investigações agora buscam esclarecer detalhes da ação, além de verificar se houve participação de outras pessoas.

 Tentativa de sequestro de bebê na Maternidade Evangelina Rosa: o que se sabe até agora. Foto: Reprodução vídeo SSPTentativa de sequestro de bebê na Maternidade Evangelina Rosa: o que se sabe até agora. Foto: Reprodução vídeo SSP   

Segundo a investigação, o caso ocorreu na tarde da última segunda-feira (06), por volta das 13h40. A suspeita, que era funcionária da maternidade, teria entrado na unidade utilizando uniforme da instituição, mesmo estando fora da escala de trabalho.

De acordo com a delegada da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), Rosa Chaib, a técnica teria se aproximado da família de uma adolescente de 14 anos que havia acabado de dar à luz e informado que realizaria procedimentos no bebê.

Conforme o relato da investigação, a suspeita pegou a criança no colo e, em seguida, entrou em um banheiro, onde teria colocado o bebê dentro de uma sacola e trocado de roupa. A movimentação chamou a atenção da acompanhante da mãe, que encontrou a criança no local e acionou os funcionários da unidade.

A Polícia Civil informou que não há, até o momento, indícios de que outros servidores da maternidade tenham participado da ação. A suspeita não estava de plantão no dia do crime e teria ido ao local para resolver questões administrativas.

Investigação sobre possível gravidez psicológica

Um dos pontos investigados pela polícia é a possibilidade de a técnica de enfermagem ter passado por uma gravidez psicológica. Segundo os investigadores, ela teria realizado um chá de bebê e preparado a residência para receber uma criança.

A polícia também apura informações de que a suspeita teria afirmado que esteve grávida e perdido o bebê. Exames realizados após a prisão apontaram que ela não estava grávida. Segundo o delegado Hugo Alcântara, uma testemunha relatou que a técnica teria passado por avaliação na unidade de saúde do trabalho da maternidade, onde um exame teria indicado ausência de gestação.

A investigação ainda busca confirmar se houve uma gravidez anterior ou se a suspeita apresentava um quadro de gravidez psicológica desde o início.

Prisão

Após a tentativa de sequestro, a técnica de enfermagem foi encaminhada por familiares ao Hospital Areolino de Abreu, onde permaneceu em observação por recomendação médica.

Horas depois, policiais cumpriram o mandado de prisão preventiva contra ela. Segundo a Força Estadual Integrada de Segurança Pública (FEISP), exames realizados na unidade hospitalar confirmaram que ela não estava grávida.

Durante a prisão, a suspeita optou por permanecer em silêncio e não prestou depoimento.

Investigação sobre segurança da maternidade

A Polícia Civil também analisou imagens do circuito interno da maternidade e ouviu funcionários da unidade, incluindo a direção e a enfermeira responsável pelo setor.

Sobre uma possível responsabilização da maternidade, o delegado Hugo Alcântara afirmou que o inquérito, neste momento, tem como foco a conduta da investigada e não a instituição. Segundo ele, novas diligências serão realizadas para esclarecer todas as circunstâncias do caso e identificar se houve falhas ou responsabilidades administrativas.

A investigação segue em andamento.




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