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Política

Show de Kannário em frente à Alepi gera queixa formal de moradores por barulho

Moradora registrou ocorrência na noite do evento e cita ruído excessivo em dia útil, sujeira, trânsito e proximidade de hospital infantil

Por Redação

30 de outubro de 2026 às 13:02 ▪ Atualizado em 30/10 às 13:02

Ver resumo
  • O show de Igor Kannário ocorreu na Praça do Povo da Alepi, Teresina, causando reclamações de barulho.
  • Um boletim de ocorrência foi registrado por uma moradora insatisfeita com o ruído e perturbação do descanso.
  • O evento celebrou a reeleição de Lula e foi promovido pelo governador Rafael Fonteles.
  • O show gerou problemas como ruas sujas, congestionamentos e preocupações com segurança.
  • A programação começou com um DJ e incluiu interdições em vias até as 3h da manhã.
  • A moradora pediu fiscalização de ruídos e planejamento para futuros eventos.
  • A lei prevê punição para perturbação do sossego, sob fiscalização dos órgãos de meio ambiente.
  • Não foram divulgadas informações sobre o custo e financiamento do evento até o momento.

O show do cantor baiano Igor Kannário, realizado na noite desta quinta-feira (29) na Praça do Povo da Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi), na Avenida Marechal Castelo Branco, em Teresina, gerou um registro formal de reclamação de moradores da região.

IMG_2617.jpgBoletim de ocorrência foi feito ainda na noite de ontem (quinta-feira, 30)

O evento, batizado de Show da Vitória, celebrou a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e foi anunciado pelo governador Rafael Fonteles (PT) nas redes sociais na terça-feira (27). Fonteles atuou como um dos coordenadores da campanha presidencial no segundo turno.

A queixa

Às 19h54, uma moradora da região registrou ocorrência pedindo providências contra o que descreveu como emissão excessiva de ruídos nas proximidades da Alepi. O Portal Lupa 1 teve acesso ao documento e preserva a identidade da autora.

No relato, ela afirma que condomínios residenciais vêm sendo submetidos a níveis de barulho que comprometem o descanso, inclusive durante a madrugada, e chama atenção para a presença de unidades de saúde na região, entre elas o Hospital Infantil da Unimed, a cerca de 2 km do local.

"O que se reivindica não é a proibição do direito de manifestação ou da realização de eventos, mas o respeito à lei", diz um trecho do registro. A moradora também critica a realização do show em plena noite de dia útil, quando trabalhadores precisam acordar cedo.

Sujeira, trânsito e segurança

Além da poluição sonora, o documento aponta aumento do fluxo de veículos, congestionamentos, ruas sujas com garrafas e outros resíduos, pessoas urinando em espaços públicos e preocupação com a segurança diante da concentração de público.

A moradora pede que as autoridades fiscalizem os níveis de ruído e o cumprimento dos horários, e que eventos futuros no local sejam planejados com medidas preventivas.

O evento

A programação começou às 19h, com um DJ local. Kannário subiu ao palco por volta das 21h, e o encerramento ficou a cargo de uma banda local. Dois trechos da Avenida Marechal Castelo Branco foram interditados, o cruzamento com a Rua Juliano Moreira e o acesso à Ponte Juscelino Kubitschek, das 17h até as 3h da madrugada desta sexta-feira (30).

O governador Rafael Fonteles esteve no evento e disse que fez questão de comemorar o resultado com a população antes de tirar alguns dias de descanso com a família. O secretário Rodrigo Amorim associou a escolha da avenida à memória das prévias carnavalescas realizadas no local.

Kannário ganhou projeção nacional no segundo turno com a música "Bota pra Virar", usada em mobilizações de apoiadores de Lula. Ex-vereador de Salvador e ex-deputado federal pela Bahia, o cantor havia comandado um trio elétrico na capital baiana no domingo (25), após a confirmação da vitória do petista.

O que diz a lei

A perturbação do sossego alheio com gritaria, algazarra ou instrumentos sonoros é prevista como contravenção penal no artigo 42 da Lei de Contravenções Penais. A fiscalização de ruído urbano em Teresina cabe aos órgãos municipais de meio ambiente.

Até a publicação desta matéria, não havia informação pública sobre o custo do show nem sobre a origem dos recursos usados para a contratação do artista e da estrutura.

O Portal Lupa 1 segue acompanhando o caso.




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