De Olho nas Cidades

Prefeitura de Novo Santo Antônio é investigada por uso de máquinas públicas em obra privada

Equipamentos do município teriam sido utilizados em contrato executado pela empresa LCN Engenharia

Por Mikeias di Mattos

25 de junho de 2026 às 07:00

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  • A Prefeitura de Novo Santo Antônio está sendo investigada por suspeita de uso indevido de máquinas públicas em obra contratada com a LCN Engenharia.
  • A denúncia foi feita ao Ministério Público do Piauí, indicando que equipamentos da Prefeitura foram utilizados na obra.
  • A investigação busca identificar quais máquinas foram usadas, quem as autorizou, e se isso estava no contrato.
  • O uso de recursos públicos pode levar a pagamento em duplicidade e prejuízos aos cofres municipais.
  • A conduta pode violar princípios legais e ser classificada como improbidade administrativa.
  • A Prefeitura ainda não respondeu adequadamente às requisições de documentos feitas pelo Ministério Público.
  • Será analisado se houve uso de máquinas municipais sem desconto no valor pago à empresa, apurando possíveis prejuízos.
  • A investigação está em fase inicial e ainda não há conclusões definitivas sobre irregularidades.

A Prefeitura de Novo Santo Antônio, administrada pela prefeita Elisa Paz,  passou a ser investigada por suspeita de utilizar máquinas públicas na execução de uma obra contratada com a empresa LCN Engenharia. A apuração busca esclarecer se equipamentos pertencentes ao município foram colocados à disposição da contratada, o que pode representar desvio na execução do contrato e benefício indevido à empresa privada.

 Elisa Paz, prefeita de Novo Santo Antônio-PIElisa Paz, prefeita de Novo Santo Antônio-PI   

O caso teve início após uma denúncia encaminhada à Ouvidoria do Ministério Público do Piauí, relatando possíveis irregularidades em uma obra licitada pela gestão municipal. Segundo as informações apresentadas, o serviço estaria sendo executado com o auxílio de maquinário da própria Prefeitura, apesar de a responsabilidade pela realização da obra ter sido atribuída à empresa contratada.

A investigação envolve um contrato decorrente de concorrência eletrônica firmada entre o Município de Novo Santo Antônio e a LCN Engenharia. O objetivo agora é verificar quais equipamentos foram utilizados, quem autorizou o uso das máquinas, durante quanto tempo elas permaneceram na obra e se essa utilização estava prevista no contrato ou na planilha de custos apresentada pela empresa.

O uso de veículos, máquinas, combustível, operadores ou outros recursos públicos em favor de uma empresa contratada pode provocar pagamento em duplicidade. Isso ocorre quando o município paga integralmente pelo serviço, incluindo custos de equipamentos e mão de obra, mas também fornece a estrutura necessária para que a empresa execute aquilo que já deveria estar incluído no valor contratado.

Além de possível prejuízo aos cofres públicos, os fatos podem representar violação aos princípios da legalidade, moralidade e impessoalidade. Dependendo do que for comprovado, a conduta também poderá ser enquadrada como irregularidade na execução contratual e eventual ato de improbidade administrativa.

Outro ponto destacado na apuração é a ausência de resposta da Prefeitura de Novo Santo Antônio às requisições encaminhadas durante as diligências iniciais. Mesmo após ser provocada a apresentar informações e documentos, a gestão municipal não teria respondido aos pedidos, o que levou à abertura de um procedimento preparatório para aprofundar as investigações.

O município deverá apresentar o contrato completo, a planilha orçamentária da obra, medições, pagamentos realizados, relatórios de fiscalização e informações sobre o maquinário utilizado no serviço. Também deverão ser identificados os servidores, operadores e responsáveis pela eventual liberação dos equipamentos públicos.

A investigação deverá comparar os custos previstos na contratação com os recursos efetivamente utilizados na obra. Caso seja confirmada a utilização de máquinas municipais sem desconto no valor pago à empresa, poderá ser apurado o montante do possível prejuízo e a responsabilidade dos agentes públicos e particulares envolvidos.

Até o momento, a investigação está em fase inicial e ainda não há conclusão definitiva sobre a existência de irregularidades.

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