Por Isabella Monteiro , Mikeias di Mattos , Emanuel Oliveira
04 de dezembro de 2025 às 13:00 ▪ Atualizado há 2 meses
A segurança pública emergiu, nos últimos anos, como um dos temas centrais do debate político brasileiro e uma das principais preocupações da população. Em um país que ainda convive com índices de violência alarmantes, a sensação de insegurança permeia o cotidiano dos cidadãos, que temem pela integridade de seu patrimônio e, não raro, pela própria vida. Essa realidade transformou a segurança em pauta obrigatória em todas as eleições, pressionando gestores públicos a apresentarem não apenas promessas, mas soluções concretas e mensuráveis para um problema que, em muitos contextos, parece escapar ao controle do Estado.
Viaturas da Polícia Militar do Estado do Piauí - Foto: Divulgação
É nesse cenário desafiador que o Piauí vem despontando como exemplo de gestão eficiente na área de segurança pública. Enquanto estados como Bahia, Ceará e Pernambuco lideram rankings de violência no Nordeste, o Piauí construiu, desde 2023, uma trajetória consistente de redução nos principais indicadores criminais. O estado não apenas alcançou a menor taxa de mortes violentas da região Nordeste, como também desenvolveu políticas públicas que se tornaram modelos nacionais – a começar pelo protocolo de recuperação de celulares roubados, iniciativa pioneira que inspirou a reformulação do aplicativo 'Celular Seguro' do Ministério da Justiça e já foi replicada por mais de 18 estados brasileiros.
Gráfico - Lupa1
A história do protocolo piauiense de combate ao roubo de celulares ilustra bem como a inovação e a inteligência podem transformar a realidade da segurança pública. Lançado em setembro de 2023, o programa 'Meu Celular de Volta' já recuperou mais de 13 mil aparelhos, um número que impressiona não apenas pela escala, mas pelo impacto que gerou na cadeia do crime organizado.
Secretaria de Segurança Pública do Piauí entrega 201 celulares recuperados - Foto: Divulgação/SSP-PI
Os números falam por si: o estado conseguiu reduzir em quase 50% os roubos de celulares em Teresina. No primeiro semestre de 2024, foram registrados 4.431 casos de roubo de celulares, uma redução de 39,17% em relação ao mesmo período de 2023. Os furtos também caíram 13,16%. Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025, o Piauí apresentou uma taxa de 479,4 ocorrências de roubos e furtos de celulares por 100 mil habitantes em 2024, uma queda de 29,7% em relação ao ano anterior.
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Mas o que torna esse programa realmente diferencial não são apenas os números de recuperação. A iniciativa atacou um problema estrutural: a receptação de produtos roubados. Por meio de tecnologias como o CellGuard e o LupaBot, a polícia conseguiu não apenas rastrear os aparelhos, mas também identificar e responsabilizar quem os comercializa ilegalmente. O resultado foi a interdição de 64 lojas físicas e virtuais em 10 cidades e a prisão de dezenas de receptadores.

A eficácia do modelo chamou atenção nacional. Em abril de 2024, o Ministério da Justiça e Segurança Pública assinou protocolo de intenções para incorporar a experiência piauiense ao programa federal 'Celular Seguro'. O ministro Ricardo Lewandowski definiu a iniciativa do Piauí como 'uma importante lição' e determinou que o protocolo fosse difundido como política nacional. Estados como Rio de Janeiro, Sergipe, Distrito Federal e São Paulo já buscaram conhecer e adaptar o modelo à sua realidade.
O superintendente de Operações Integradas da SSP-PI, delegado Matheus Zanatta, destaca que o diferencial do programa é justamente atacar toda a cadeia criminosa.
Delegado de Polícia Civil Superintendente de Operações Integradas (SOI) da SSP-PI, Matheus Zanatta - Foto: Divulgação/SSP-PI
'A cada 2,7 aparelhos roubados ou furtados, um é recuperado. Mas mais do que isso, conseguimos desarticular redes de receptação e conscientizar a população sobre o crime que alimenta a violência'.
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Por trás desses resultados está Francisco Lucas Costa Veloso, o Chico Lucas, que assumiu a Secretaria de Segurança Pública do Piauí em janeiro de 2023. Sua trajetória profissional o credenciava para enfrentar um dos maiores desafios da administração pública estadual.
Secretaria de Segurança Pública do Piauí, Chico Lucas - Foto: Divulgação/ AsComAprovado no vestibular de Medicina aos 16 anos, Chico Lucas optou pelo Direito e construiu uma carreira marcada por precocidade e competência técnica. Aos 19 anos, foi aprovado no concurso para a Polícia Rodoviária Federal. Aos 23, conquistou o segundo lugar em todo o Brasil no exame nacional da OAB. Aos 25, tornou-se o mais jovem Procurador do Estado do Piauí, cargo que ocupa até hoje, estando cedido ao governo estadual para atuar na segurança pública.
Sua experiência na advocacia e no serviço público o levou a posições de liderança: presidiu a Associação dos Procuradores do Piauí e, posteriormente, foi eleito o mais novo presidente da OAB-PI. Durante o governo Wellington Dias, comandou o Interpi (Instituto de Terras do Piauí), onde demonstrou capacidade de gestão em órgão estratégico. Coordenou também a campanha vitoriosa de Rafael Fonteles ao governo do estado.
Esse conjunto de experiências proporcionou a Chico Lucas uma visão multidisciplinar fundamental para lidar com a complexidade da segurança pública. Como procurador, compreende os aspectos jurídicos e institucionais. Como ex-PRF, conhece o trabalho policial de campo. Como gestor público, entende a necessidade de resultados mensuráveis e prestação de contas à sociedade.
Em junho de 2024, Chico Lucas recebeu a Medalha do Mérito Legislativo, a maior honraria concedida pela Assembleia Legislativa do Piauí. Em agosto do mesmo ano, foi condecorado com a Medalha do Mérito Soldado Luís Pedro de Souza Gomes, da Força Nacional de Segurança Pública, em reconhecimento às suas contribuições à segurança pública no país.

Analisando as ações implementadas pela Secretaria de Segurança Pública desde 2023, é possível identificar quatro pilares que norteiam o trabalho de Chico Lucas à frente da pasta: inteligência, tecnologia, gestão e articulação institucional. Esses eixos não funcionam de forma isolada, mas sim integrada, potencializando os resultados.
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Em encontro da Rede Juntos em abril de 2025, Chico Lucas defendeu a superação de abordagens tradicionais na segurança pública, reforçando a necessidade de políticas orientadas por dados e maior integração entre instituições. Para ele, inovar significa olhar para o que realmente funciona e aproximar o Estado da população.

Essa visão se traduz no investimento robusto em análise criminal e estatística. O Piauí foi classificado pelo Anuário Brasileiro de Segurança Pública como o segundo estado do país em qualidade de dados estatísticos, e o primeiro do Nordeste. Esse reconhecimento não é mero detalhe técnico: dados confiáveis são fundamentais para identificar padrões criminais, mapear áreas críticas e direcionar ações policiais com precisão.
Delegado Geral da Polícia Civil do Piauí, Luccy Keiko - Foto: Lupa1
O delegado João Marcelo Brasileiro, gerente de Análise Criminal e Estatística da SSP-PI, ressalta que esse trabalho permite antecipar tendências: 'A qualidade dos nossos dados estatísticos é reflexo direto do nosso compromisso com investimentos em inteligência. Isso nos permite formular políticas de segurança pública mais eficazes e bem informadas'.

O segundo pilar é o investimento maciço em tecnologia. O caso mais emblemático é o SPIA (Sistema de Policiamento por Inteligência Artificial), lançado em agosto de 2025 com investimento de mais de R$ 23 milhões. O sistema conta com 629 postes inteligentes equipados com mais de 1.200 câmeras de última geração em Teresina e Parnaíba.
Foto: Ascom SSP-PI
As câmeras utilizam tecnologias avançadas como reconhecimento facial, leitura automática de placas veiculares, análise de comportamento, visão noturna com infravermelho e zoom de longo alcance que permite acompanhamento de alvos a até 2,9 km de distância. Integradas às câmeras já existentes no estado, o sistema passou a operar com mais de 3.500 câmeras conectadas, com processamento feito por um supercomputador da Empresa de Tecnologia do Piauí (Etipi).
Junto ao SPIA, foi inaugurado o Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), que concentra todos os pontos de comunicação com o cidadão: o 190, o BO Fácil (sistema pioneiro no país que permite registrar boletim de ocorrência via WhatsApp) e totens interativos com botões de pânico distribuídos em pontos estratégicos da cidade.
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O diretor de Inteligência da SSP-PI, delegado Anchieta Nery, explica a lógica do sistema: 'Qualquer local que tenha uma câmera inteligente poderá se conectar ao CICC. Em caso de sinistro, veículo roubado ou foragido, conseguiremos enviar de imediato a viatura mais próxima, já que temos a localização embarcada de todas as viaturas'.
Diretor de Inteligência da SSP, delegado Anchieta Nery. Foto: Divulgação/SSP-PI
Mas a tecnologia não se limita ao videomonitoramento. O governo também lançou um programa de bolsas para desenvolvedores de soluções tecnológicas de segurança, com valores de até R$ 6 mil, incentivando a inovação e a criação de ferramentas que possam auxiliar o trabalho policial.
O terceiro pilar é a gestão eficiente dos recursos humanos e materiais das forças de segurança. E aqui os números são expressivos.
Comandante-geral da PMPI, coronel Scheiwann Lopes - Foto: Divulgação
Foto: Ascom SSP-PI
Desde 2023, o governo estadual realizou mais de 4 mil promoções de policiais militares, valorizando a carreira e incentivando o aperfeiçoamento profissional. Em agosto de 2025, foram empossados 650 novos soldados da Polícia Militar, parte do compromisso do governador Rafael Fonteles de contratar 4 mil novos policiais militares – promessa de campanha que já incorporou cerca de 3 mil efetivos.
Foto: Ascom SSP-PI
A renovação da frota de viaturas é outro ponto de destaque. Em 2022, a Polícia Militar contava com cerca de 300 viaturas. Esse número dobrou, chegando a 600 viaturas em 2024, incluindo picapes L200 e SUVs Duster equipadas com moderno sistema de radiocomunicação digital. Os investimentos ultrapassaram R$ 300 milhões.
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Os equipamentos também foram modernizados. A corporação recebeu 501 pistolas Taser (armas de choque elétrico), novos fardamentos, armamentos e equipamentos de proteção individual. Foi entregue ainda um segundo helicóptero para operações aéreas, ampliando significativamente a capacidade de resposta rápida e cobertura territorial.
Parnaíba, segunda maior cidade do estado e principal polo turístico, recebeu atenção especial: 67 viaturas, 40 motos, uma base móvel comunitária e 96 armas de fogo. Foram criados três novos batalhões na região do litoral, além de companhias especializadas como a CIPTran (Trânsito), CIPA (Policiamento Ambiental) e Ciopaer (Operações Aéreas).

O quarto pilar é a articulação institucional. Logo ao tomar posse em janeiro de 2023, Chico Lucas reuniu-se com o Ministério Público do Piauí para tratar de ações interinstitucionais. Em março do mesmo ano, discutiu com o Tribunal de Justiça do Piauí a reestruturação da Justiça Criminal.
Essa estratégia de diálogo e integração entre os diferentes atores do sistema de justiça é fundamental para que as ações policiais resultem em condenações efetivas. A baixa taxa de elucidação de crimes é um problema crônico no Brasil – no Nordeste, essa taxa ficou abaixo de 30% em 2023, enquanto no Sul e Sudeste superou 60%. A articulação entre polícia, Ministério Público e Judiciário busca justamente melhorar esse indicador.
A integração também se estende aos municípios. No programa 'Pactos pelo Piauí', Chico Lucas apresentou o Programa Segurança Integrada, que prevê a implantação de Guardas Municipais, ampliação de operações para recuperação de veículos roubados e expansão da Patrulha Maria da Penha e das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher. O secretário reforça que a colaboração municipal é essencial para conscientizar a população e evitar o fortalecimento do comércio ilegal.
A edição 2025 do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgada em julho, consolidou o Piauí como referência nacional em segurança pública e como o estado mais seguro do Nordeste. Os dados revelam avanços consistentes em diversos indicadores.
Em Mortes Violentas Intencionais (MVIs), o Piauí registrou 685 casos em 2024 (737 em 2023), representando uma taxa de 20,3 por 100 mil habitantes. Esse número é significativamente inferior à média da região Nordeste (33,8) e de estados vizinhos como Ceará (37,5), Bahia (40,6) e Maranhão (30,4). A redução foi de 7,3% em relação ao ano anterior, superando a média nacional de 5,4%.

O estado também se destaca por ter a polícia menos letal do Nordeste e a terceira menos letal do Brasil, evidenciando uma abordagem que privilegia a preservação da vida mesmo em situações de confronto.
Nos roubos de veículos, o Piauí obteve redução de 25,1%, com 3.999 ocorrências em 2024. Nos furtos, a queda foi de 15,1%, totalizando 1.813 registros. Esses resultados contrastam com a realidade de estados como o Maranhão, que registrou crescimento de 12,1% nas mortes violentas em 2024, e o Ceará, que teve aumento de 10,9%.
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O delegado João Marcelo Brasileiro destaca que a inversão da tendência de alta começou em 2023: 'Conseguimos inverter a tendência de alta no número de homicídios dolosos em 2023, com uma queda expressiva em relação a 2022. Essa redução vem se mantendo, ou seja, estamos aprimorando aquilo que foi instituído no ano passado'.
Outro ponto relevante é a capacidade de recuperação de bens. Além dos mais de 13 mil celulares recuperados, o estado vem ampliando esse modelo para veículos, com a implementação de protocolo similar ao utilizado para celulares.
A sinergia entre o comando do Cel. Scheiwann Lopes e a gestão do delegado Luccy Keiko foi fundamental para a estabilidade estratégica que permitiu ao Piauí alcançar resultados expressivos, como a redução de 7,3% nas Mortes Violentas Intencionais (MVIs) em 2024 (superando a média nacional) e uma queda de quase 40% nos roubos de celulares.
Delegado-geral Luccy Keiko Enquanto a Polícia Militar, sob comando de Scheiwann, expandiu sua capilaridade com o maior efetivo da história e descentralizou batalhões para saturar áreas críticas, a Polícia Civil de Keiko inovou com inteligência focada em descapitalizar o crime — exemplificada na política de recuperação de ativos e bloqueio de celulares roubados — criando um ambiente onde a ostensividade e a investigação caminham juntas para reduzir a sensação de impunidade.
Coronel Scheiwann Lopes no Desfile de 7 de Setembro em Teresina - Foto: Fábio Wellington/ Lupa1 Nesse cenário, o Draco atua como a "ponta de lança" operacional, tendo realizado mais de 1.000 prisões de faccionados em menos de dois anos, um esforço decisivo para desarticular o comando das organizações criminosas. A chegada do delegado Laércio Evangelista à coordenação (setembro de 2025) representa a continuidade técnica dessa postura agressiva; sua experiência prévia no combate ao crime organizado (via Greco) assegura que a pressão sobre as facções se mantenha intensa, garantindo que os avanços conquistados na segurança pública nos últimos três anos sejam não apenas preservados, mas aprofundados com foco em prisões qualificadas e asfixia financeira do crime.
Apesar dos avanços inequívocos, o Piauí ainda enfrenta desafios. Um deles, apontado pelo próprio Anuário de Segurança Pública 2025, é o aumento da vitimização policial. O estado registrou crescimento de 100% nas mortes por confronto e suicídios entre policiais em 2024, contrariando a tendência nacional de queda. Embora os números absolutos sejam pequenos (quatro mortes em confronto), o efetivo reduzido eleva proporcionalmente os índices.
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A Secretaria de Segurança Pública afirma ter criado um programa de acompanhamento da saúde física e mental dos profissionais, reconhecendo que a pressão e os riscos do trabalho policial exigem atenção especial.
Outro desafio é a interiorização da violência. Embora o Piauí tenha conseguido manter essa tendência sob controle – ao contrário do que ocorre em estados como Bahia e Ceará, onde a disputa territorial entre facções levou a violência a municípios menores –, a vigilância precisa ser constante. A expansão do SPIA para outras cidades, como Campo Maior e Piripiri, e a distribuição de viaturas para todos os municípios fazem parte dessa estratégia preventiva.
A violência contra a mulher também demanda atenção redobrada. Chico Lucas tem destacado que muitas vítimas de feminicídio no estado sequer registraram boletim de ocorrência previamente: 'A maioria das mulheres não acessou a rede de proteção. Esse é um papel importante dos municípios, principalmente dos profissionais de saúde e da assistência social'.
Para ampliar o acesso à denúncia, o estado criou a plataforma 'Ei, mermã! Não se cale!', que permite denúncias de violência contra a mulher via WhatsApp. Funciona em Teresina, mas precisa ser expandida para o interior com apoio das prefeituras.
Os números do Piauí demonstram que é possível, sim, construir políticas públicas efetivas de segurança mesmo em estados com orçamentos limitados. O segredo não está apenas no volume de investimentos – embora eles sejam necessários –, mas na forma inteligente como os recursos são aplicados.
O modelo piauiense se sustenta em quatro pilares claros: análise de dados para orientar decisões, investimento em tecnologia para ampliar a capacidade de monitoramento e resposta, gestão eficiente que valoriza o policial e lhe dá condições de trabalho, e articulação institucional que integra diferentes atores do sistema de justiça e segurança.
Quando o Ministério da Justiça decide incorporar o protocolo de recuperação de celulares do Piauí como política nacional, quando 18 estados buscam conhecer e replicar o modelo, quando a Assembleia Legislativa concede sua maior honraria ao secretário de Segurança, fica evidente que algo diferente está acontecendo no Piauí.
Chico Lucas tem enfatizado que o trabalho é coletivo: 'Recebo essa homenagem muito mais como um compromisso de continuar trabalhando. Divido esse reconhecimento com todos os colegas que integram as Forças de Segurança do Piauí, que diuturnamente se dedicam à missão de proteger todos os piauienses'.

O desafio agora é manter a trajetória de redução da violência, ampliar as políticas para todo o território estadual e continuar inovando. O Piauí mostrou que é possível fazer diferente. E que os resultados, quando as políticas são bem desenhadas e executadas, aparecem de forma consistente e mensurável.
Para os formadores de opinião e gestores públicos de outros estados, o caso piauiense oferece lições valiosas. Mais do que copiar programas específicos, é preciso entender a lógica que os orienta: priorização da inteligência sobre a força bruta, uso intensivo de tecnologia, valorização dos profissionais de segurança e, sobretudo, compromisso genuíno com resultados que melhorem efetivamente a vida da população.
Os números do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025 não deixam dúvidas: o Piauí não apenas é o estado mais seguro do Nordeste, mas vem construindo, tijolo a tijolo, um modelo de gestão que pode inspirar o Brasil a enfrentar um de seus maiores desafios: garantir que todos os cidadãos possam viver com dignidade, segurança e paz.
De segunda a sexta, um resumo dos fatos que importam, direto no seu e-mail e de forma gratuita.
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