Por Viviane Augusta
15 de junho de 2026 às 14:05 ▪ Atualizado há 1 hora
Junho é considerado o mês do orgulho LGBTQIAPN+, período marcado para celebrar, conscientizar e promover os direitos da comunidade. Entretanto, é notório que a luta é bastante árdua e influencia, principalmente, na saúde mental. Fatores como discriminação, falta de apoio social, estigma, rejeição familiar e experiências de trauma colaboram para o surgimento de depressão, ansiedade, transtornos alimentares, ideação suicida e abuso de substâncias.
Segundo o professor do curso de Psicologia da UNINASSAU Jockey, Augusto Dantas, essa população compõe um dos grupos mais marginalizados da história, pois seus direitos básicos não foram assegurados.
Mês LGBTQIAPN+ - Foto: Ascom UNINASSAU “Oportunidades de trabalho, alimentação saudável, acesso a serviços básicos de saúde, moradia e educação seguem sendo negligenciados para a população LGBTQIAPN+. Onde não existem recursos mínimos para uma vida saudável, não existe saúde mental. Também existe o constante julgamento acerca da orientação sexual e de gênero, que viola direitos básicos e tem um impacto expressivo no desenvolvimento de jovens e adultos. Sem contar as violências praticadas cotidianamente. Inclusive, o Brasil tem um dos maiores índices de violência praticada contra as pessoas trans, por exemplo. Com isso, vivem em constante situação de risco e insegurança”, reflete.
Nesse sentido, segundo o psicólogo, torna-se fundamental um compromisso de toda a sociedade para que ocorram estratégias promovendo educação e respeito, sempre respeitando as diferenças.
“Embora pareça utópico, precisamos de um compromisso da população como um todo, além de políticas públicas para assegurar o básico e possibilitar acesso a bens e serviços em pé de igualdade com a população heterocisnormativa. Deve-se aprender desde cedo a conviver com as diferenças. É preciso recursos para minimizar o preconceito e a discriminação”, afirma o professor da UNINASSAU Jockey, Augusto Dantas.
O psicólogo ainda aborda a importância de promover mais inclusão, saúde mental e evitar violências contra a população LQBTQIAPN+.
“Educação de gênero e sexualidade é ensinar as pessoas em desenvolvimento a entenderem que elas convivem com as diferenças e estas devem ser respeitadas. Respeito e oportunidade é para todos e gênero é um marcador da identidade, não devendo ser um elemento que promova violências”.
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