Por Tiago Moura
21 de setembro de 2026 às 11:05 ▪ Atualizado em 21/09 às 11:36
A Justiça manteve a medida cautelar que impede o influenciador Pedro Lopes Lima Neto, conhecido como Lokinho, de deixar a comarca de Teresina. Ele é réu em um processo relacionado ao acidente ocorrido na BR-316, na Zona Sul da capital, que deixou duas pessoas mortas e outras duas gravemente feridas, em outubro de 2024.
Influenciador Lokinho e namorado - Foto: Reprodução A decisão foi publicada na última sexta-feira (18) e determina o encaminhamento do recurso apresentado pela defesa ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). O processo tramita no Tribunal de Justiça do Piauí (TJPI).
Lokinho havia solicitado autorização para mudar sua residência para Fortaleza, no Ceará. A defesa também pediu que a fiscalização das medidas cautelares fosse transferida para a Justiça cearense.
Pedido para morar em Fortaleza é negado
O pedido foi analisado pelo desembargador José Vidal de Freitas Filho, relator do processo no TJPI. Segundo o magistrado, os argumentos apresentados pela defesa, relacionados a questões familiares e profissionais, não demonstraram uma situação excepcional que justificasse a mudança das medidas impostas ao influenciador.
Com a decisão, permanece a determinação para que Lokinho não deixe a comarca de Teresina sem autorização judicial.
A defesa apresentou recurso contra a decisão e pediu novamente a autorização para que o influenciador pudesse mudar de endereço.
No entanto, o magistrado decidiu manter o entendimento anterior e afirmou que não faria juízo de retratação, ou seja, não reconsideraria a própria decisão.
Com isso, o recurso foi encaminhado ao STJ, onde deverá ser analisado.
Possível descumprimento de cautelares
Na mesma decisão, também foi comunicada ao relator de origem uma informação sobre possível descumprimento de medidas cautelares.
O caso deverá ser analisado no processo para verificar as circunstâncias e eventual responsabilidade pelo descumprimento. Não há, até o momento, decisão definitiva sobre essa questão.
Relembre o acidente
Lokinho e seu então namorado, Stanley Gabryell Ferreira, respondem a processo relacionado ao acidente ocorrido em 7 de outubro de 2024, na BR-316, em Teresina.
Na ocasião, um veículo atingiu pessoas que estavam às margens da rodovia. Duas pessoas morreram e outras duas ficaram gravemente feridas.
Os dois chegaram a ser presos durante a investigação. Lokinho foi liberado posteriormente, enquanto Stanley permaneceu preso por cerca de cinco meses.
Inicialmente, o processo foi encaminhado à Vara do Tribunal Popular do Júri, diante das acusações apresentadas contra os dois.
Posteriormente, a juíza Maria Zilnar Coutinho entendeu que o caso deveria ser tratado como homicídio culposo, quando não há intenção de matar, e retirou o processo da competência do Tribunal do Júri.
O Ministério Público recorreu da decisão e, em segunda instância, conseguiu que os acusados permanecessem respondendo por crimes de competência do Tribunal do Júri.
O processo segue em tramitação e ainda não houve julgamento definitivo do caso.
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