29 de julho de 2026 às 21:10 ▪ Atualizado há 3 horas
Matéria em colaboração com repórter Ítalo Sousa
Uma das vítimas da LD Consórcios, empresa do empresário Cláudio Moura da Silva, preso na manhã desta quarta-feira (29) durante uma operação da Polícia Civil, relatou à TV Lupa1 o prejuízo sofrido após contratar o que acreditava ser uma carta de crédito contemplada para a compra de uma motocicleta. Segundo a cliente, ela pagou mais de R$ 4 mil de entrada, mas o veículo nunca foi entregue.
Sem se identificar, a vítima contou que procurou a empresa após receber a promessa de que seria contemplada em até um mês. Convencida pela proposta, ela desembolsou R$ 4.327,65 como lance inicial.
"A gente chega lá, eles fazem uma conversa bonita e dizem que vai receber a moto em um mês. Depois a gente liga perguntando pela moto e eles dizem que tiveram um problema. A vendedora não responde mais, e o Cláudio também não dá informações", afirmou.
Empresário é preso por golpe com falsas cartas de crédito em Teresina; prejuízo pode chegar a milhões - Foto: Lupa1 A cliente disse que, além de não receber a motocicleta, passou a receber boletos com valores superiores aos informados durante a negociação.
"Eu dei um lance de R$ 4.300 e pouco. A prestação era para ser R$ 500, mas está chegando de R$ 757", relatou.
Segundo a vítima, a empresa apresentava novas justificativas sempre que ela cobrava uma solução.
"Diziam que o banco tinha dado um ágio para eu tirar a moto mais rápido. Era só promessa, mas até agora nada."
Ela contou ainda que só descobriu que poderia ter sido vítima de um golpe após assistir à reportagem da TV Lupa1 sobre a operação policial.
"Hoje eu vi na televisão que era golpe. Cheguei aqui para prestar depoimento e encontrei várias pessoas dizendo a mesma coisa. Tem gente que perdeu até R$ 18 mil", disse.
Cláudio Moura da Silva foi preso preventivamente durante uma operação da Polícia Civil, que também cumpriu a determinação judicial de suspensão das atividades da LD Consórcios.
Segundo o delegado Sérgio Alencar, titular da 1ª Delegacia Seccional de Teresina, cerca de 130 boletins de ocorrência já foram registrados contra a empresa. A investigação aponta que os clientes eram atraídos pela promessa de cartas de crédito contempladas para aquisição de veículos e imóveis. No momento previsto para a liberação do crédito, porém, eram informados de que haviam assinado um contrato de consórcio convencional.
Delegado Sérgio Alencar, titular da 1ª Delegacia Seccional de Teresina - Foto: Lupa1 De acordo com a Polícia Civil, pelo menos 40 vítimas já foram identificadas no Piauí e no Maranhão. Os prejuízos variam entre R$ 5 mil e R$ 150 mil, e a estimativa é de que o suposto esquema tenha causado um prejuízo superior a R$ 1 milhão. As investigações continuam e outros envolvidos poderão ser responsabilizados.
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