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Caso DF Group: justiça concede habeas corpus e empresário Douglas Fonseca deixa prisão

Conforme as investigações, Douglas Fonseca seria o líder de uma organização criminosa suspeita de atuar de forma estruturada em fraudes eletrônicas para obtenção de vantagens ilícitas.

Por Redação Lupa1

17 de julho de 2026 às 15:20 ▪ Atualizado há 2 horas


O empresário Douglas Fonseca Araújo, fundador e CEO da DF Group, deixou o sistema prisional nesta sexta-feira (17) após a Justiça do Piauí conceder um habeas corpus. A informação foi confirmada pela advogada Taline Prado, integrante da equipe de defesa do empresário e dos demais investigados.

CEO da DF Group é preso durante operação da SSP-PI contra suspeita de lavagem de dinheiro e fraudes eletrônicas - Foto: ReproduçãoCaso DF Group: justiça concede habeas corpus e empresário Douglas Fonseca deixa prisão - Foto: Reprodução 

Douglas é investigado por suspeita de estelionato qualificado, associação criminosa e lavagem de dinheiro em um suposto esquema de fraudes contra investidores. Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), a empresa é investigada por um caso que pode ter feito mais de duas mil vítimas.

A decisão revoga a prisão temporária do empresário, que havia sido detido há uma semana durante operação da Polícia Civil do Piauí. O habeas corpus foi concedido após pedido apresentado pelos advogados Fernando Amaral, Taline Prado, Djalma Filho, Galvão Neto e João Pedro Morais.

Conforme as investigações, Douglas Fonseca seria o líder de uma organização criminosa suspeita de atuar de forma estruturada em fraudes eletrônicas para obtenção de vantagens ilícitas, utilizando mecanismos para ocultar a origem dos recursos. A Polícia Civil estima que, somente em Teresina, pelo menos 70 pessoas tenham sido vítimas do esquema.

 Douglas  Fonseca - Foto: Redes sociaisDouglas Fonseca - Foto: Redes sociais   

Na última terça-feira (14), a Justiça havia prorrogado por mais cinco dias a prisão temporária de Douglas e de outros dez investigados. Já na quinta-feira (16), a Polícia Civil disponibilizou um formulário para que possíveis vítimas informem os prejuízos sofridos e encaminhem documentos que serão anexados ao inquérito. Até então, mais de mil boletins de ocorrência relacionados ao caso haviam sido registrados.

Em nota divulgada nesta semana, a defesa contestou as prisões, classificando-as como "desproporcionais e juridicamente questionáveis". Os advogados também afirmaram que a empresa está impedida de realizar qualquer movimentação financeira devido às medidas cautelares determinadas pela Justiça, como o bloqueio de contas e ativos, a suspensão das atividades e a apreensão de documentos e equipamentos.

Até a publicação desta reportagem, não havia confirmação sobre a concessão de habeas corpus aos demais investigados na operação. A defesa informou que divulgará uma nota oficial com mais detalhes sobre a decisão judicial.




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