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Lista “vazada”, insinuações de desistência e apelido sem graça foram as mancadas da semana

Os que quiseram ajudar a base do governo e achavam estar fazendo média com o governador Rafael, só atrapalharam e deram munição a oposição

Por Tony Trindade

13 de julho de 2025 às 20:25 ▪ Atualizado há 4 meses


OPINIÃO LUPA1 

A semana que passou foi recheada de episódios que tiveram forte  relação com as eleições do próximo ano. O PSD de Júlio César correu pra oficializar sua vaga numa candidatura ao Senado. Fez certo. Jogou abaixo especulações que a vaga poderia ser ocupada pelo PT.


Por outro lado, ao tempo em que a base governista dava mais esse passo, uma postagem do atual secretário de comunicação do governo, Marcelo Nolleto, insinuando que o atual senador Ciro Nogueira estaria propenso a desistir de sua candidatura, e ainda chamando-o de “Ciro Bolsonaro”, teve efeito muito negativo, causando imediata reação, tanto de partidários de Ciro, quanto de significativa parte da população.

Nolleto saiu do seu lugar institucional e lançou-se em uma seara político-eleitoral, sem medir as consequências do ato. Foi ruim para o governo, foi péssimo para toda a base governista.

Autocrítica faz bem 

O mesmo aconteceu na última eleição, quando o Lupa1 divulgou que Silvio Mendes estaria propenso a desistir de sua candidatura. Na época, demos fé a uma fonte que afirmava ter ouvido Silvio dizer que estava desestimulado. Foi um tiro errado. A repercussão foi péssima, tanto para a candidatura de Fábio Novo quanto para o Lupa1, que foi bombardeado por grande parte da opinião pública, sendo acusado de propagar uma fake-News. Da nossa parte, a lição foi aprendida.

A lista “vazada”

Repetir erros é burrice. Listas “vazadas” não surtem os efeitos desejados e ainda servem como instrumento de desmoralização. O passado também  já provou isso. A prática não traz nenhuma novidade e ainda serve de  alerta para a oposição.

 

Reprodução lista “vazada”


Não demorou muito para que surgissem nas redes sociais as contestações sobre os dados lá expostos. Na tal lista, Ciro Nogueira, que aparece como o terceiro colocado, portanto derrotado para Marcelo e Júlio César, preferiu dar uma resposta prática, aproveitando o final de semana em cidades do Piauí e indo ao encontro de alguns dos citados na lista, dados como eleitores de Marcelo e Júlio. 

O prefeito da cidade de Simplicio Mendes, Márcio Moura, que é do PSD, deve votar em Júlio César, mas o segundo voto será de Ciro. A lista “vazada” coloca Márcio como eleitor de Marcelo e Júlio César. Outros exemplos são os prefeitos de Barro Duro, Eloy Portela, também do PSD, e o prefeito de Aroazes, Manoel Portela Neto, que é do PT. 

 

Ciro Nogueira e Coronel Eloy, prefeito de Barro Duro

 

Ciro Nogueira e Márcio Moura, prefeito de Simplicio Mendes

 

Ciro e Manoel Portela Neto, prefeito Aroazes

 

Ciro e o prefeito de Bocaina, Guilherme, que é do PT


A lista, segundo assessoria de Ciro ouvida pelo Lupa1, erra também em cidades como Bocaina (vide foto), Betânia, Avelino Lopes e muitas outras.

A lição que deve ficar é única: erram feio os que estão no governo e antecipam o acirramento dessa disputa. Erram todos aqueles que usam fórmulas previsíveis e já fadigadas com o objetivo de agradar ao governador. Orelhas devem ser  puxadas e rotas devem ser refeitas. Governos jamais devem antecipar debate sobre eleição. Essa, todos sabem, é uma tarefa da oposição.

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OPINIÃO LUPA1 é de total  responsabilidade do Conselho editorial do Grupo Lupa1 de comunicação. 




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