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De Olho nas Cidades

Brindes com fotos do prefeito e da primeira-dama entram na mira do MP em Baixa Grande do Ribeiro

Prefeitura alegou custeio privado, mas terá de apresentar notas fiscais e comprovantes de pagamento em dez dias

Por Mikeias di Mattos

29 de setembro de 2026 às 12:30 ▪ Atualizado em 29/09 às 13:11

Ver resumo
  • O Ministério Público do Piauí iniciou uma investigação sobre possível promoção pessoal de autoridades em Baixa Grande do Ribeiro.
  • A investigação envolve a distribuição de brindes e materiais institucionais com imagens do prefeito e da primeira-dama.
  • A prefeitura alegou que os custos foram cobertos por recursos privados, mas faltam provas documentais.
  • A denúncia surgiu por meio de uma manifestação à Ouvidoria do MPPI.
  • O promotor João Marcelo Ribeiro de Souza decidiu aprofundar a investigação após análise preliminar.
  • A prefeitura deve apresentar notas fiscais e comprovantes financeiros em 10 dias.
  • Será verificada a utilização de estrutura pública para promoção pessoal e eventual irregularidade.
  • A investigação tem prazo inicial de 90 dias, podendo ser prorrogada.
  • Dependendo dos resultados, pode haver inquérito civil, outras medidas, ou arquivamento.
  • Não há, ainda, conclusão sobre o uso de dinheiro público ou responsabilidades definidas.

O Ministério Público do Piauí abriu procedimento preparatório para apurar possível promoção pessoal de autoridades de Baixa Grande do Ribeiro por meio da distribuição de brindes e materiais institucionais com imagens do prefeito e da primeira-dama. A prefeitura alegou que os itens foram custeados com recursos privados, mas, segundo a portaria, não apresentou documentação suficiente para comprovar essa versão.

 Dr. Zé Luís, prefeito de Baixa Grande do RibeiroDr. Zé Luís, prefeito de Baixa Grande do Ribeiro   

A investigação teve origem em uma manifestação encaminhada à Ouvidoria do MPPI, que relatou possível utilização de dinheiro público para promover agentes políticos do município. Ao analisar os esclarecimentos da administração, o promotor de Justiça João Marcelo Ribeiro de Souza considerou necessário aprofundar a apuração e verificar a origem dos recursos empregados na aquisição dos materiais.

Na portaria, o promotor afirma que a investigação não pode se limitar à aceitação de uma alegação genérica de “custeio privado” sem respaldo documental. Também avaliou que um arquivamento naquele momento seria prematuro, diante da ausência de notas fiscais que demonstrassem a compra com recursos particulares e da possível violação ao princípio da impessoalidade.

A prefeitura deverá apresentar, no prazo de dez dias, as notas fiscais de aquisição dos brindes emitidas em nome dos dirigentes das secretarias ou de cooperativa de servidores. O Ministério Público também requisitou comprovantes de transferências bancárias ou recibos que demonstrem o efetivo desembolso de recursos pessoais.

Além da documentação financeira, a administração terá de explicar a distribuição de materiais comemorativos com imagens do prefeito e da primeira-dama em todas as secretarias municipais, conforme descrito na portaria. O procedimento busca esclarecer se houve utilização da estrutura pública para promoção pessoal e reunir elementos sobre eventual irregularidade.

A apuração tem prazo inicial de 90 dias, com possibilidade de prorrogação mediante decisão fundamentada. Conforme os elementos reunidos, o Ministério Público poderá instaurar inquérito civil, adotar outras medidas ou arquivar o caso. A portaria não apresenta conclusão sobre uso de dinheiro público nem atribui responsabilidade definitiva aos envolvidos.

Diário eletrônico do MPPI




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