Tony Trindade

Um ano de pandemia e lá vem o 4º ministro da Saúde

Brasil já teve três ministros da saúde e agora caminha para o quarto.

Não é à toa que o Brasil é um dos campeões mundiais em mortes por Covid-19 e que por isso seja encarado atualmente como risco para o mundo. No último dia 11, completou 1 ano que a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a pandemia do coronavírus. Apenas nesse intervalo, o país já teve três ministros da saúde e agora caminha para o quarto. 

Eduardo Pazuello e Jair Bolsonaro

A saída de Eduardo Pazuello é certa e o presidente Jair Bolsonaro já achou alguém para substituí-loO médico Marcelo Queiroga deve assumir a pasta.

No pico da primeira onda, em abril de 2020, Bolsonaro demitiu Luiz Henrique Mandetta por não concordar com a postura do então ministro. Mandetta, que é médico, defendia que o enfrentamento da pandemia fosse baseado na ciência, se mostrava a favor de medidas de isolamento social e contrário ao uso de medicamentos sem eficácia contra a Covid. Por conta dessa postura, foi demitido e passou a ser execrado por bolsonaristas. 

Depois, veio o ministro Nelson Teich, um médico oncologista renomado. Foi desautorizado publicamente pelo presidente e surpreendido com medidas anunciadas por Bolsonaro sem que ele tivesse sido sequer consultado. Contrariado, ele arrumou as malas e saiu menos de um mês depois. Aí veio o general Pazuello, que durante muito tempo foi ministro na condição de interino. 

Sem grande apreço pela ciência, seguiu Bolsonaro em muitas polêmicas. Talvez por isso tenha durado o tempo que durou. Agora, diante de uma segunda onda avassaladora e encurralado pelas falhas na condução da crise sanitária, Pazuello é colocado para fora. 

Essa instabilidade no comando do Ministério da Saúde contribui severamente para o agravamento da crise de saúde no Brasil.

A Covid-19 é traiçoeira, mas a incompetência no enfrentamento da pandemia também é um grande perigo que nos ronda. Tenhamos fé, em dobro!

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