Tony Trindade

Fim da campanha na TV: o que ficou?

Encerra o período em que candidatos que concorrem no segundo turno podem apresentar suas propostas através da televisão.

Termina nesta sexta-feira (27) a propaganda eleitoral na tv e no rádio, no segundo turno das eleições. Uma campanha onde, enquanto Dr. Pessoa (MDB) focou em propostas e em se apresentar como um gestor viável para a escolha e merecimento do voto de confiança dos teresineneses, Kléber Montezuma (PSDB) preferiu, na reta final, focar no antipetismo, como algo que atinja a coligação adversária. Não colou muito, pelo menos é o que mostram as pesquisas que acentuam a manutenção do candidato do MDB em larga distância sobre ele.

  
Kléber Montezuma e Dr Pessoa
Divulgação
 
 
 

Cada candidato nesse segundo turno usou da forma que achou mais eficiente os seus cinco minutos na televisão. Inventaram o “blocão do atraso”, humoristas foram convocados, até perfis de páginas de humor na internet foram cooptados. Não deu certo, pelo visto.

A campanha adversária foi atrás de toda a vida pregressa de Dr. Pessoa. Vasculharam o interior da cidade de Água Branca, onde o candidato passou a infância, foram até o Rio de Janeiro, onde Pessoa cursou medicina. Nada acharam que pudesse depor contra ele. Restou partir para os aliados do candidato.

Mas qual o objetivo em se “estadualizar” uma eleição para prefeito, cujo candidato alvo dos ataques sequer ocupou cargo na atual gestão do Governo do Estado? Talvez na falta pontos de má reputação do candidato em si ou na ausência de episódios que desabonem a sua conduta política, teria sido o que restou.

O governador Wellington Dias, que não tem qualquer ingerência sobre a candidatura de Dr. Pessoa, mas que vem tendo os problemas de sua gestão no governo do Estado expostos na campanha tucana, como se fosse ele quem tivesse disputando o cargo de prefeito, chamou de “erro estratégico”, a tática da campanha de Montezuma.

"É um erro estratégico. Vamos esperar o resultado das urnas. Avalio que, graças a Deus, em Teresina temos tido por parte da população uma boa avaliação e o objetivo é seguir trabalhando. Eu acredito em trabalho, trabalhar e trabalhar. É isso que devemos e vamos fazer pelo nosso povo”, disse o governador.

Talvez o maior erro estratégico da campanha  de Kleber Montezuma tenha sido, ao lançar o jingle do “Vai Klebão” pensar que porque estava na boca do povo, iria ganhar a eleição.

Focaram nos ataques e esqueceram das propostas. Sobretudo, esqueceram de reconhecer erros, que não são poucos. Talvez ter descolado a imagem de Kleber de Firmino, desde o começo da off campanha pudesse ter trazido mais resultados positivos. Agora é esperar o abrir das urnas.

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