Polícia

Polícia Civil cumpre internação provisória de adolescente suspeito de planejar ataque a escola em Teresina

De acordo com o delegado Eduardo Aquino, as provas apontam que o adolescente mantinha o planejamento e demonstrava persistência na intenção de praticar o ato.

Por Tiago Moura

14 de julho de 2026 às 14:46 ▪ Atualizado há 2 horas


A Polícia Civil do Piauí cumpriu, na manhã desta terça-feira (14), um mandado de internação provisória contra um adolescente de iniciais J.C.S.M., investigado por atos infracionais análogos aos crimes de ameaça, apologia ao crime, incitação ao crime, porte de arma branca e falso alarme de ataque em uma escola pública da zona Norte de Teresina.

 Polícia Civil cumpre internação provisória de adolescente investigado por planejar ataque a escola em Teresina. Foto: Reprodução PCPolícia Civil cumpre internação provisória de adolescente investigado por planejar ataque a escola em Teresina. Foto: Reprodução PC   

A medida foi executada por equipes da 3ª Delegacia Seccional de Teresina.

O caso teve início em março deste ano, quando o adolescente foi apreendido em flagrante dentro de uma escola estadual após publicar, em uma rede social, mensagens indicando que pretendia realizar um ataque na unidade de ensino. Na ocasião, policiais militares encontraram com ele uma faca e uma balaclava.

Segundo a investigação, o próprio adolescente relatou que planejava o atentado em razão de conflitos vividos no ambiente escolar, relacionados a supostos episódios de bullying.

Perícia revelou planejamento

Inicialmente, o caso foi encaminhado ao Ministério Público, que concedeu remissão, posteriormente homologada pela Justiça. Mesmo assim, a Polícia Civil deu continuidade às investigações e solicitou perícia no celular apreendido com o adolescente.

Após autorização judicial, a extração dos dados revelou conversas sobre o planejamento de um ataque em escola, pesquisas para compra de armas de fogo, buscas por instituições de ensino da capital, referências a massacres ocorridos em escolas e conteúdos que exaltavam autores desses crimes.

De acordo com o delegado Eduardo Aquino, as provas apontam que o adolescente mantinha o planejamento e demonstrava persistência na intenção de praticar o ato.

Novo afastamento da escola

Outro elemento considerado pela investigação foi o acompanhamento psicológico realizado pelo adolescente no Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (Capsi). Conforme a Polícia Civil, ele voltou a manifestar recentemente a intenção de promover um ataque em ambiente escolar, o que levou a direção da escola a determinar um novo afastamento temporário.

Diante das novas provas e da avaliação de que o risco permanecia concreto, a Polícia Civil representou pela internação provisória do adolescente. O pedido foi deferido pela Justiça.

Segundo o delegado Eduardo Aquino, todas as medidas adotadas seguiram o devido processo legal, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e as normas de preservação da identidade do adolescente.




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