Por Emanuel Oliveira , Thawan Melo
23 de julho de 2026 às 11:36 ▪ Atualizado há 2 horas
Uma funcionária de uma padaria na zona Leste de Teresina denunciou à Polícia Civil que vem sofrendo ameaças após comercializar produtos eróticos entregues por um grupo de vendedores. Em entrevista exclusiva à TV Lupa1, a mulher afirmou que vive com medo e pediu providências às autoridades.
Funcionária de padaria relata ameaças após vender produtos eróticos e pede proteção à polícia em Teresina - Foto: TV Lupa1
Segundo a vítima, que preferiu não se identificar, os suspeitos chegaram ao local onde ela trabalha oferecendo mercadorias para revenda. Ela aceitou os produtos após ser informada de que poderia devolvê-los caso não conseguisse comercializá-los.
"Eles chegaram oferecendo os produtos, insistindo, e a gente acaba até pegando a mercadoria. Vieram 43 produtos. Eu consegui vender 24 e sobraram 19. O dinheiro das vendas eu repassei por PIX, mas quando fui devolver o restante, eles não aceitaram", relatou.
A mulher contou que, a partir da tentativa de devolução, passou a ser intimidada pelos vendedores. De acordo com ela, as ameaças acontecem tanto no ambiente de trabalho quanto em sua residência e também por telefone.
"De lá para cá eu estou sendo ameaçada no meu local de trabalho e na minha casa. Quero que a Polícia Civil tome providências. Eles estão rodando por toda Teresina e não só eu, outras pessoas também estão sendo vítimas", afirmou.
Ela disse ainda que precisou bloquear os contatos telefônicos dos suspeitos após receber ameaças constantes.
"Eles dizem que vão me encontrar na quebrada. São palavras muito pesadas. Eu fico com medo. Hoje eu não consigo trabalhar tranquila", desabafou.
Segundo a vítima, um dos homens se apresentava como responsável pela cobrança e agia de forma agressiva.
"Ele não quer saber quem está perto. Chega apontando o dedo, cobrando e ameaçando. Vai mais para cima das mulheres", disse.
A funcionária registrou boletim de ocorrência e decidiu deixar os 19 produtos restantes sob custódia da Polícia Civil.
"As mercadorias ficaram com o delegado. Se eles quiserem pegar, agora estão na delegacia", afirmou.
A vítima informou ainda que entregou imagens e outras informações que podem auxiliar nas investigações.
"Já passei as características deles e um vídeo para a polícia. Também existem imagens de um posto de gasolina onde o carro deles apareceu", explicou.
Durante o depoimento, ela relatou que foi informada pela Polícia Civil de que o grupo pode fazer parte de uma organização criminosa.
"O delegado falou que, possivelmente, seria uma quadrilha. São três pessoas e, segundo ele, são da Bahia e estão em Teresina há mais de 15 dias", contou.
A Polícia Civil investiga o caso para identificar todos os envolvidos, esclarecer a forma de atuação do grupo e apurar se outras pessoas também foram vítimas do mesmo tipo de abordagem na capital.
De segunda a sexta, um resumo dos fatos que importam, direto no seu e-mail e de forma gratuita.
Improbidade Administrativa
Na mira do MP
Fiscalização
Luto
Atropelamento
Fiscalização
Mandado
Ocorrência
Tradição
INVESTIGAÇÃO
Políticas públicas
Desenvolvimento
OCORRÊNCIA
Mandado
EXCLUSIVO
Os bastidores do poder no Piauí e no Brasil. A notícia sem rodeios. Lupa1 é jornalismo imparcial com conteúdo exclusivo e diário.
Termos de uso Política de Privacidade Princípios Editoriais
© 2026 Portal Lupa1. Todos os direitos reservados.