Por Tiago Moura
14 de agosto de 2026 às 08:08 ▪ Atualizado há 3 horas
O empresário do ramo de academias Joel Denis Sousa Silva, preso na última terça-feira (11), em Teresina, sob suspeita de agredir a própria esposa, já respondia a um processo relacionado à violência contra a mulher na Justiça do Piauí.
Empresário preso por suspeita de agredir esposa já respondia a processo por violência doméstica. Foto: WhatsApp A informação consta em consulta processual realizada em nome do empresário. Ao todo, são quatro registros no Judiciário, entre processos em tramitação e procedimentos já registrados. Um deles está diretamente relacionado à violência doméstica.
O processo nº 0812016-74.2022.8.18.0140 tramita no 1º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher da Comarca de Teresina. O caso foi registrado como termo circunstanciado e tem como assunto “lesão cometida em razão da condição de mulher”. O procedimento teve movimentações entre março de 2022 e fevereiro de 2023.
A consulta também aponta um processo relacionado ao crime de injúria, que tramita no 2º Juizado Especial Criminal da Comarca de Teresina. O processo nº 0803040-85.2025.8.18.0136 teve início em setembro de 2025 e registrou movimentação mais recente em julho de 2026.
Prisão
Joel Denis foi preso na terça-feira (11), no bairro Lourival Parente, na zona Sul de Teresina, após a Patrulha Maria da Penha ser acionada para atender uma ocorrência de violência doméstica.
No endereço informado, os policiais solicitaram apoio do Batalhão Especial de Policiamento do Interior (BEPI) e efetuaram a prisão em flagrante do empresário. Ele foi encaminhado inicialmente para a Casa da Mulher Brasileira.
Durante a audiência de custódia, a Justiça homologou a prisão em flagrante e converteu a medida em prisão preventiva, após solicitação do Ministério Público. Em seguida, o empresário foi encaminhado ao sistema penitenciário em Altos, na região metropolitana de Teresina.
Durante a audiência, o Ministério Público também mencionou a existência do processo anterior relacionado à violência contra a mulher e argumentou que medidas cautelares alternativas à prisão não seriam suficientes.
O novo caso deverá ser investigado pela Delegacia da Mulher da Polícia Civil do Piauí, com base na Lei Maria da Penha.
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