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Justiça revoga prisão de diretor de creche investigado por estupro de vulnerável em Timon

Na decisão, o magistrado entendeu que houve extrapolação dos prazos legais para a apresentação da denúncia pelo MP, o que inviabilizou a manutenção da prisão preventiva.

Por Emanuel Oliveira

17 de junho de 2026 às 15:23 ▪ Atualizado há 3 horas

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  • O juiz Rogério Monteles revogou a prisão preventiva de Alberto Luiz Freitas Monção, diretor-adjunto de uma creche em Timon, investigado por suspeita de estupro de vulnerável.
  • A decisão foi baseada na extrapolação dos prazos legais para a apresentação da denúncia pelo Ministério Público.
  • O juiz destacou que o prazo solicitado pela polícia e aceito pelo Ministério Público não estava em conformidade com o Código de Processo Penal.
  • A prisão foi revogada, mas medidas cautelares poderão ser aplicadas para evitar riscos à vítima, à coletividade e à ordem pública.
  • Alberto Luiz havia sido preso no dia 27 de maio durante uma operação da Polícia Civil do Maranhão.
  • O caso ainda está sendo apurado pelas autoridades competentes.

O juiz Rogério Monteles revogou, nesta quarta-feira (17), a prisão preventiva do diretor-adjunto de uma creche municipal de Timon, identificado como Alberto Luiz Freitas Monção, de 49 anos, investigado por suspeita de estupro de vulnerável contra uma criança de 3 anos.

Justiça revoga prisão de diretor de creche investigado por estupro de vulnerável em Timon - Foto: Reprodução

Na decisão, o magistrado entendeu que houve extrapolação dos prazos legais para a apresentação da denúncia pelo Ministério Público, o que inviabilizou a manutenção da prisão preventiva.

Segundo o juiz, o prazo solicitado pela autoridade policial e posteriormente aceito pelo Ministério Público não observou o que determina o Código de Processo Penal. 

“Considerando que o Ministério Público não ofertou a denúncia tempestivamente e anuiu com uma dilação que ultrapassa os ditames do diploma processual, vejo que perde a razão de ser a manutenção da prisão preventiva”, destacou na decisão.

Apesar da revogação da prisão, o magistrado ressaltou que eventuais riscos à vítima, à coletividade e à ordem pública poderão ser controlados por meio da aplicação de medidas cautelares diversas da prisão.

O investigado havia sido preso no dia 27 de maio, durante uma operação da Polícia Civil do Maranhão, por meio da Delegacia Especial da Mulher de Timon. As investigações foram iniciadas após denúncia envolvendo uma criança de 3 anos.

O caso segue em apuração pelas autoridades competentes.




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