Maranhão em Foco

Ex-diretor investigado por abuso sexual infantil é preso novamente em Teresina

Familiares das vítimas relataram mudanças de comportamento e queixas de dores apresentadas pelas crianças, informações que auxiliaram no avanço das investigações.

Por Tiago Moura

10 de julho de 2026 às 10:57 ▪ Atualizado há 4 minutos


O ex-diretor-adjunto Alberto Luiz, de 49 anos, investigado por suspeita de abuso sexual contra crianças em uma creche no bairro Vila João Reis, em Timon (MA), foi preso novamente nesta sexta-feira (10), em Teresina.

 Justiça revoga prisão de diretor de creche investigado por estupro de vulnerável em Timon - Foto: ReproduçãoAlberto Luiz- Foto: Reprodução   

Segundo o delegado Cláudio Mendes, da Delegacia Regional de Timon, o suspeito teve a prisão efetuada após romper a tornozeleira eletrônica no último dia 5 de julho.

A defesa de Alberto Luiz ainda não foi localizada. O espaço permanece aberto para manifestação.

A prisão ocorre após a Justiça ter revogado a prisão preventiva do investigado em junho, sob o argumento de excesso de prazo para a conclusão do inquérito policial e apresentação da denúncia pelo Ministério Público.

Com a decisão, ele passou a cumprir medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica, afastamento das funções públicas, proibição de frequentar escolas públicas e privadas, recolhimento domiciliar no período noturno e restrição de contato com vítimas e testemunhas.

Entenda o caso

Alberto Luiz foi preso em maio deste ano, suspeito de cometer abusos sexuais contra crianças na creche onde trabalhava.

De acordo com a investigação da Polícia Civil, imagens do circuito interno de segurança mostram o então diretor-adjunto retirando crianças da sala de aula e levando-as para um depósito próximo à diretoria, único espaço da unidade que não possuía câmeras de monitoramento.

Ainda conforme os investigadores, o suspeito permanecia no local por alguns minutos e, ao retornar, entregava presentes às crianças. A polícia também informou que ele afastava a funcionária responsável pelos alunos antes de conduzi-los ao depósito.

Familiares das vítimas relataram mudanças de comportamento e queixas de dores apresentadas pelas crianças, informações que auxiliaram no avanço das investigações.




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