Polícia

Polícia avança em investigação sobre tentativa de sequestro de bebê na Maternidade Evangelina Rosa

Auricélia Rocha teve a prisão preventiva cumprida no dia 8 de julho, quando deixou o Hospital Areolino de Abreu, onde havia passado por uma internação de 24 horas.

Por Tiago Moura

14 de julho de 2026 às 12:02 ▪ Atualizado há 1 hora


A Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) informou nesta terça-feira (14) que já ouviu 12 pessoas durante as investigações sobre a tentativa de sequestro de um recém-nascido na Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa, em Teresina. A suspeita do crime é a técnica de enfermagem Auricélia Rocha, que permanece presa preventivamente.

 Suspeita de tentar levar bebê da Nova Maternidade Evangelina Rosa é presa em Teresina. AscomSuspeita de tentar levar bebê da Nova Maternidade Evangelina Rosa é presa em Teresina. Ascom   

Segundo a delegada Rosa Chaib, a Polícia Civil trabalha para concluir o inquérito até o dia 17 de julho. Após a finalização das diligências, Auricélia poderá ser indiciada pelos crimes investigados.

Em nota, a DPCA informou que provas técnicas ainda estão sendo analisadas e novas diligências continuam em andamento para esclarecer o caso.

“Provas técnicas ainda estão sendo produzidas e diligenciadas, sendo essenciais para a elucidação dos fatos e para a formação do convencimento da autoridade policial. Em respeito ao sigilo das investigações e visando preservar a efetividade dos trabalhos, outras informações não serão divulgadas neste momento”, informou a delegacia.

Auricélia Rocha teve a prisão preventiva cumprida no dia 8 de julho, quando deixou o Hospital Areolino de Abreu, onde havia passado por uma internação de 24 horas. De acordo com a polícia, ela também foi indiciada por estelionato em outro procedimento policial.

Imagens registraram movimentação na maternidade

A investigação conta com imagens do circuito interno da Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa, que mostram parte da movimentação da técnica de enfermagem no dia 6 de julho, quando ocorreu a tentativa de retirada da bebê da unidade.

Conforme os registros analisados pela Polícia Civil, Auricélia chegou à maternidade por volta das 13h. Na ocasião, ela não estaria de plantão e informou que foi ao local para resolver questões administrativas. Após entrar na unidade, ela trocou de roupa e vestiu um uniforme de trabalho.

 Tentativa de sequestro de bebê na Maternidade Evangelina Rosa: o que se sabe até agora. Foto: Reprodução vídeo SSPTentativa de sequestro de bebê na Maternidade Evangelina Rosa: o que se sabe até agora. Foto: Reprodução vídeo SSP   

Por volta das 14h, as imagens mostram a suspeita pegando a recém-nascida dos braços da tia, Daniele Beatriz. Em seguida, ela entrou em um banheiro. A acompanhante da criança desconfiou da situação e foi até o local, onde encontrou Auricélia com outra roupa e o bebê dentro de uma bolsa.

Após perceber a movimentação, a tia da criança alertou funcionários da maternidade e tentou impedir que a suspeita deixasse a unidade. A Polícia Civil informou que as imagens serão utilizadas para reconstruir a dinâmica dos fatos e auxiliar na investigação.

Investigação sobre responsabilidade da maternidade

O delegado Hugo Alcântara afirmou que, neste momento, o inquérito policial tem como foco a conduta da investigada e não uma eventual responsabilização da maternidade.

 Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa (NMDER). Foto: DivulgaçãoNova Maternidade Dona Evangelina Rosa (NMDER). Foto: Divulgação   

Segundo ele, uma possível responsabilização da unidade de saúde deve ser analisada na esfera cível. O delegado explicou ainda que a equipe policial continua ouvindo pessoas envolvidas e realizando diligências para esclarecer todas as circunstâncias do caso.

“A responsabilização de uma pessoa jurídica é uma questão de direito civil. Eu, como delegado de polícia, presido um inquérito policial, que tem um objeto determinado, e estou investigando propriamente a conduta da investigada que tentou sequestrar um bebê dentro da maternidade”, afirmou.

A Polícia Civil também informou que a prioridade inicial foi cumprir o mandado de prisão e reunir elementos que comprovassem a prática do crime. O procedimento segue em andamento.




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