Geral

Mecânico acusado de agredir companheira e atacar policiais pode voltar à prisão em Teresina

Ministério Público recorreu da soltura e apontou condenação anterior contra a mesma vítima

Por Mikeias di Mattos

19 de junho de 2026 às 06:30

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  • O Ministério Público do Piauí recorreu da decisão que revogou a prisão de José Alves da Costa Filho, acusado de agredir a companheira e atacar policiais.
  • A promotora Francisca Silvia da Silva Reis apresentou o recurso ao 1º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher.
  • José Alves foi denunciado por lesão corporal em contexto de violência doméstica, resistência, desacato e lesão leve contra agente público.
  • O caso ocorreu em 3 de maio e contou com testemunhas e exames periciais que comprovaram as lesões.
  • O acusado resistiu à abordagem policial, agredindo um policial e danificando equipamentos da guarnição.
  • O histórico de violência anterior contra a mesma companheira foi ressaltado pelo Ministério Público.
  • O recurso justifica que a prisão preventiva é necessária devido à gravidade das agressões e ao risco de violência futura.
  • O Ministério Público considera insuficientes outras medidas cautelares e solicita o restabelecimento da prisão.

O Ministério Público do Estado do Piauí recorreu da decisão que revogou a prisão preventiva de José Alves da Costa Filho, acusado de agredir a companheira e atacar policiais durante uma ocorrência no bairro Itararé, na zona Sudeste de Teresina.

 Justiça concede liberdade a mecânico flagrado agredindo ex-companheira em Teresina - Foto: ReproduçãoMecânico acusado de agredir ex-companheira poderá voltar à prisão após recurso do MP - Foto: Reprodução   

O recurso foi apresentado pela promotora de Justiça Francisca Silvia da Silva Reis, titular da 19ª Promotoria de Justiça de Teresina, ao 1º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher.

José Alves foi denunciado pelos crimes de lesão corporal praticada em contexto de violência doméstica, resistência, desacato e lesão corporal leve contra agente público.

O caso aconteceu no dia 3 de maio. Segundo a acusação, o homem teria agredido fisicamente a companheira dentro do contexto de violência doméstica e familiar. As agressões teriam sido presenciadas por testemunhas.

O Ministério Público informou que um exame pericial constatou lesões compatíveis com o relato da vítima. Imagens e vídeos anexados ao processo também são apontados como elementos de comprovação da violência.

Após a chegada de uma equipe policial, o acusado teria resistido à abordagem e passado a agir de forma violenta contra os agentes. Conforme o recurso, ele teria desferido socos e mordidas, ferido um policial e tentado inutilizar um equipamento usado pela guarnição.

A Promotoria sustentou ainda que o episódio não teria sido um fato isolado. José Alves já teria sido condenado anteriormente por lesão corporal, com aplicação da Lei Maria da Penha, contra a mesma companheira.

Para o Ministério Público, o histórico demonstra reiteração da violência e aumenta o risco de novas agressões contra a vítima.

No recurso, a promotora defende que a prisão em flagrante foi legal e que existem indícios consistentes de autoria e materialidade dos crimes atribuídos ao acusado.

A Promotoria também considera insuficientes outras medidas cautelares, como restrições de contato e aproximação, diante da gravidade das condutas e do histórico relatado no processo.

Com o recurso, o Ministério Público pede que a decisão seja reformada e que a prisão preventiva de José Alves da Costa Filho seja restabelecida.




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